10 de julho de 2026
Regional

Santa Casa de Jaú comemora 5 meses sem registro de infecção nas 'cirurgias limpas'


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Jaú - Desde março deste ano, a Santa Casa de Jaú (47 quilômetros de Bauru) mantém um importante índice, com registro de zero infecção de sítio cirúrgico (ISCs) durante as chamadas "cirurgias limpas". A identificação é utilizada para classificar procedimentos em que não há contato com os sistemas digestivo, respiratório e urinário, entre outras características que resultam em menor potencial de contaminação. É o caso, por exemplo, da colocação de próteses, reconstrução mamária e remoção de varizes.

De acordo com o hospital, as ISCs estão relacionadas com a infecção do local operado após o paciente passar por uma cirurgia e estão entre os tipos mais comuns de infecções hospitalares. O índice é acompanhado e precisa ser notificado mensalmente à Vigilância Epidemiológica do Estado.

De março a julho deste ano, a Santa Casa realizou 423 cirurgias limpas e não teve nenhuma ocorrência de infecção. No acumulado do ano (janeiro a julho), foram 706 cirurgias gerais e apenas dois registros de ISC, uma em janeiro e uma em fevereiro. No mesmo período de 2019, houve quatro infecções, em um total de 1.125 cirurgias.

O coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da Santa Casa, o médico infectologista Daniel Márcio Elias de Oliveira, explica que esses índices são ferramentas usadas pelos órgãos de vigilância para avaliar a qualidade do serviço prestado e o cuidado que os hospitais estão tendo com os pacientes.

"As ISCs podem causar uma série de consequências aos pacientes, como uma recuperação mais demorada ou incompleta, maior tempo internado e até risco de vida, caso haja uma infecção mais grave. Aumentam os custos relacionados ao procedimento e eles não representam somente a parte financeira. Existe também o custo psicológico", diz.

"Imagine, por exemplo, uma paciente que tinha o desejo de colocar uma prótese mamária e ocorre uma infecção. Provavelmente, ela vai ter que retirar a prótese, refazer a cirurgia. O impacto psicológico é enorme".