11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Receita tem a primeira arrecadação positiva desde o início da pandemia

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A arrecadação de tributos federais na região de Bauru voltou a registrar saldo positivo, resultado que não era alcançado desde março, quando a pandemia teve início no Brasil. Segundo a Delegacia da Receita Federal (DRF), que abrange 45 municípios, foram R$ 495,8 milhões recolhidos em julho deste ano, ante a R$ 470,8 milhões no mesmo período de 2019, o que corresponde a uma variação positiva de 5,3%.

O crescimento no Estado foi de 6,25% e, no Brasil, de 3,38%. Segundo o titular da DRF de Bauru, Luiz Carlos Aparecido Anézio, o aumento está associado à ampliação do lucro das empresas em julho, mesmo em meio a um cenário de pandemia.

Também tem relação com uma arrecadação maior de imposto de renda no mês, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. O IR, que representou quase um terço de toda a arrecadação no período, foi de R$ 146,8 milhões, um aumento de 17,5% em relação a julho do ano passado.

"O imposto de renda da pessoa física cresceu 40,5%. Já o carnê-leão, pago por autônomos e profissionais liberais, cresceu 28,9%, o que significa que a renda deles cresceu nesta mesma proporção. Já o imposto pego pelas grandes empresas, tributadas pelo lucro real, cresceu 101,2%, ou seja, dobrou", descreve.

EMPREGO

Tributos que também incidem sobre o faturamento das empresas, o PIS/Pasep teve alta de 11,4% e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), de 10,8%. Já a receita previdenciária - que inclui as contribuições que as empresas e os trabalhadores recolhem para a Previdência - manteve estabilidade, com pequena queda de 1,3%. A arrecadação de julho, de R$ 204,6 milhões, corresponde a 41,3% do total contabilizado naquele mês.

Apesar do resultado alcançado em julho, as arrecadações da Receita em Bauru foram negativas nos quatro meses anteriores: -14,57% em junho, -34,88% em maio, -37,74% abril e -3,58% em março. Em razão do desempenho ruim, que está vinculado ao desaquecimento econômico provocado pela pandemia da Covid-19, o acumulado de janeiro e julho deste ainda é negativo. Nos primeiros sete meses de 2020, a soma chegou a R$ 2,971 milhões, 6,4% a menos que o contabilizado no mesmo período do ano passado, de R$ 3,174 milhões.