O grito dos Excluídos é um conjunto de manifestações populares que ocorrem no Brasil, desde 1995, ao longo da Semana da Pátria, que culminam com o Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro. Estas manifestações têm como objetivo abrir caminhos aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor caminhos alternativos para uma sociedade mais inclusiva.
Sua origem remonta à Segunda Semana Social Brasileira, promovida pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre 1993 e 1994. Embora a iniciativa esteja diretamente ligada à CNBB, desde o início diversos organismos participam do movimento: as igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, movimentos sociais, organizações e entidades envolvidas com a justiça social.
As manifestações são variadas: celebrações, atos públicos, romarias, caminhadas, seminários e debates, teatro, música, dança e feiras de economia solidaria.
Ao longo desses anos vários foram os temas de reflexão:
1995 - A Vida em primeiro lugar, • 1996 - Trabalho e Terra para viver, • 1997 - Queremos justiça e dignidade, • 1998 - Aqui é o meu país, • 1999 - Brasil: um filho teu não foge à luta, • 2000 - Progresso e Vida Pátria sem Dívida$, • 2001 - Por amor a essa Pátria Brasil, • 2002 - Soberania não se negocia, • 2003 - Tirem as mãos… o Brasil é nosso chão, • 2004 - Brasil: Mudança pra valer, o povo faz acontecer, • 2005 - Brasil em nossas mãos a mudança, • 2006 - Brasil: na força da indignação, sementes de transformação, • 2007 - Isto não Vale: Queremos Participação no Destino da Nação, • 2008 - Vida em primeiro lugar Direitos e Participação Popular, • 2009 - Vida em primeiro lugar: A força da transformação está na organização popular, 2010 - Vida em primeiro lugar: Onde estão nossos Direitos? Vamos às ruas para construir o projeto popular, 2011 - Pela vida grita a Terra… Por direitos, todos nós! 2012 - Queremos um Estado a Serviço da Nação, que garanta direitos a toda população, 2013 - Juventude que ousa lutar constrói projeto popular, 2014 - Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos, 2015 - Que país é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome? 2016 - Este sistema é insuportável. Exclui, degrada, mata! 2017 - Por direito e Democracia, a luta é todo dia! 2018 - Desigualdade gera violência: Basta de Privilégios, 2019 - Este sistema não vale, 2020 - Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos Trabalho, Terra, Teto e Participação!
A Diocese de Bauru, desde o ano de 2014, ao comemorar o jubileu de ouro, passou a participar do desfile cívico de 7 setembro trazendo as Pastorais Sociais apresentando os serviços pastorais em favor dos excluídos.
Com aproximadamente 100 integrantes, Pastorais como da Família, da Saúde, da Criança, do Idoso, da Terra, da Juventude, da Sobriedade, da Educação, além da Campanha da Fraternidade, movimentos sociais como Vicentinos e organismos como Conselho de Leigos, voluntários de serviços sociais em creches, desfilaram com faixas e camisetas, com cantos e orações.
Esse ano, por conta da pandemia, causada pelo coronavírus, não haverá desfile, mas é preciso que o Grito seja dado. O grito pela Vida em primeiro lugar.
O grito pelo fim da miséria, fim do preconceito e repressão.
O grito pela Vida, pede Trabalho, Terra, Teto e Participação.
Pela nossa vocação batismal, que nos unge para sermos sacerdotes e profetas, na missão de anunciar o Evangelho e denunciar as injustiças, para construir uma nova civilização, com mais fraternidade, justiça e assim, possa ter pão em todas as mesas.
O Papa Francisco nos impulsiona para uma nova economia, com mais cuidado com a nossa Casa Comum; para uma Igreja em saída, que vá ao encontro dos excluídos e marginalizados, por isso, a cada ano refletimos e gritamos por eles e com eles!