Brasília - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira (8) que medidas estão sendo tomadas pelos ministérios da Economia e da Agricultura para dar uma resposta à alta dos preços dos alimentos. Ele apelou aos supermercados para que diminuam margens de lucro. "Sei que outras medidas estão sendo tomadas pelo ministro da Economia [Paulo Guedes], bem como pela ministra [da Agricultura] Tereza Cristina para nós embasarmos a resposta a esses preços que dispararam nos supermercados", disse.
ARROZ
O presidente disse que tem pedido a redes varejistas que, diante do aumento do preço do arroz, reduzam os ganhos. "Eu tenho apelado a eles. Ninguém vai usar caneta Bic para tabelar nada. Não existe tabelamento. Mas [estamos] pedindo para eles que o lucro desses produtos essenciais para a população seja próximo de zero", afirmou.?
Também nesta terça, Tereza Cristina admitiu que o preço do arroz está alto no país. Ela, porém, prometeu que o governo federal conseguirá reduzi-lo.
As medidas a serem tomadas não foram explicadas, tanto pela ministra como pelo presidente. Ambos, contudo, descartam intervenções nos preços.
REUNIÃO
Em reunião ministerial, a ministra disse que não haverá falta do produto no mercado nacional. Ela afirmou ainda que a expectativa é que a safra do arroz seja excelente em 2021. "O arroz não vai faltar. Agora ele está alto, mas nós vamos fazer ele baixar. Se Deus quiser, teremos uma super-safra no ano que vem", afirmou.
ABRAS
Acontece nesta quarta-feira, (9) às 14 horas, em Brasília, uma reunião da presidência da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) com a equipe econômica do governo. O assunto é a elevação dos preços de produtos básicos. A alta de itens como arroz, farinha de trigo, açúcar, frango, carne bovina, suína e óleo de soja já supera os 20% nos últimos 9 meses até agosto.
Participarão da reunião o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, o primeiro vice-presidente, João Galassi, além de Ronaldo Santos, presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas).