Bruxelas - A segunda onda de Covid-19 que acontece na Europa preocupa, mesmo que o número de mortes não tenha subido tanto quanto o de casos, afirmou nesta quinta a OMS (Organização Mundial de Saúde).
Segundo a líder técnica Maria van Kerkhove, mesmo que não provoque óbitos a infecção por coronavírus pode deixar sequelas de longo prazo, e prevenir o contágio ainda é fudamental.
Kerkhove listou razões para que a curva de mortes não tenha subido tanto quanto a de novos casos nos países europeus, que viveram um pico de Covid-19, controlaram a infecção até junho e começaram em julho a experimentar um repique.
O primeiro é a descoberta de tratamentos e medicamentos que evitam a morte em casos severos, como o uso de corticoides (como a dexametasona) para reduzir a resposta inflamatória do corpo à presença do vírus.
Mudanças nas intervenções respiratórias também se enquadram nesses avanços de tratamento.
Um outro motivo é que os países e as instituições estão mais preparadas para prevenir o contágio de pessoas mais vulneráveis.
O aumento do número de testes permitiu também detectar a infecção mais precocemente, o que evita que a doença evolua para estágios mais graves.
Há também um número maior de novos casos entre pessoas mais jovens, que apresentam menos risco de morrer por Covid-19 (embora existam casos de óbitos até de bebês). O diagnóstico de uma parcela maior de jovens acontece porque foram eles que se expuseram mais ao contágio, em festas e eventos sociais.