08 de julho de 2026
Nacional

PCC: 'Substituto de Marcola' fugiu da PF

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Investigação do Ministério Público de São Paulo (MPE-SP) aponta que Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, é o substituto de Marcola e ocupa hoje o posto de maior liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) em atividade. Ele era o principal alvo da operação Sharks, deflagrada nesta segunda-feira, 14, e está foragido.

A operação do MPE-SP, em conjunto com a Polícia Militar, mirou a nova cúpula da facção, que se formou após a transferência das principais lideranças do PCC para presídios federais, em fevereiro de 2019, de acordo com a promotoria. Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão: dois deles foram cumpridos, um alvo morreu em suposto confronto com a PM e nove investigados seguem foragidos. Também houve outras duas prisões em flagrante.

Tuta está entre os alvos que não foram localizados até o momento. Segundo a promotoria, ele faz parte da chamada "Sintonia Final da Rua", a principal da cadeia de comando do PCC fora dos presídios, e é tratado como o sucessor de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, historicamente a maior liderança da facção.

A apuração do MPE-SP teve início no ano passado e mirou um total de 21 suspeitos de integrar a cúpula do PCC. Oito deles, no entanto, foram presos durante o curso da investigação e outro morreu de causa natural. Os 12 restantes é que se tornaram alvo da Operação Sharks.

AÇÃO E MORTE

A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPE-SP, na manhã desta segunda-feira.

O investigado José Carlos de Oliveira teria entrado em confronto com a polícia e morreu após tiroteio em Praia Grande, no litoral paulista.

No local, os agentes afirmam ter encontrado explosivos escondidos.