08 de julho de 2026
Regional

Um dos mais procurados de SP é preso

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

As Polícias Civil e Militar prenderam na manhã desta quinta-feira (17), como parte da "Operação Divisas Integradas II", um dos criminosos mais procurados do Estado de São Paulo. Luciano Castro de Oliveira, de 46 anos, conhecido como 'Zequinha', é suspeito de envolvimento em roubos a instituições financeiras. Ele foi localizado em uma chácara na área rural de Tejupá, às margens da represa Jurumirim, região de Avaré, e conduzido a uma penitenciária de segurança máxima da cidade. A participação dele no ataque ao Banco do Brasil de Botucatu também é investigada (leia mais abaixo).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), com condenação a 30 anos de prisão e mandado de prisão preventiva em aberto, Zequinha está foragido do sistema prisional desde 2001. Ele é apontado como líder de quadrilhas que atuam em roubos contra empresas de transportes de valores, agências bancárias e redes varejistas de eletroeletrônicos na região de Campinas, com utilização de explosivos e armamentos de grosso calibre.

O criminoso foi encontrado em uma casa que fica em local ermo e de difícil acesso e não resistiu à prisão. Com ele, foram apreendidos celulares, laptop e R$ 18 mil, que foram apreendidos e encaminhados ao Instituto de Criminalística (IC) para perícia. A ação envolveu equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré, Polícia Militar (PM) e Polícia Ambiental e contou com apoio de duas embarcações, drone e cães farejadores.

BOTUCATU

De acordo com o delegado seccional de Botucatu, Lourenço Talamonte Netto, apesar de não haver nenhuma evidência, até agora, da participação de Zequinha no recente ataque ao Banco do Brasil de Botucatu, essa possibilidade não está descartada. "Não consta, até o momento, participação no crime de Botucatu. Porém, estamos investigando eventual participação", revela.

O crime ocorreu entre o fim da noite de 29 de julho e o início da madrugada do dia 30. No total, cerca de 30 homens fortemente armados explodiram o cofre da agência. Até agora, já foram recuperados R$ 1,6 milhão, joias, armas, munições, explosivos e coletes. Dez pessoas - cinco mulheres e cinco homens - ligadas diretamente ou indiretamente ao crime foram presas.