08 de julho de 2026
Nacional

TikTok e WeChat banidos dos EUA

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Nova York - Foram cerca de dois meses de negociações, mas não teve jeito: neste domingo os aplicativos chineses TikTok e WeChat vão deixar as lojas de aplicativos do Android e do iPhone nos Estados Unidos.

O Departamento de Comércio dos EUA anunciou a imposição de uma série de restrições contra as duas plataformas - na visão do governo americano, elas representam risco de segurança nacional para o país, porque podem ser usadas pelo Partido Comunista da China como veículos para obtenção de dados sigilosos.

Assim, por decreto, os apps terão de sair das lojas de aplicativos, o que significa que não será possível fazer novos downloads das plataformas.

"As ações de hoje provam mais uma vez que o presidente Donald Trump fará tudo ao seu alcance para garantir nossa segurança nacional e proteger os americanos das ameaças do Partido Comunista Chinês", disse Secretário de Comércio, Wilbur Ross, em nota. Desde o início do imbróglio, em julho, o governo americano não apresentou provas concretas da espionagem de Pequim nos dois apps.

A partir deste domingo, o WeChat também será completamente banido no território americano, com operadoras de internet proibidas de permitir seu funcionamento. "As restrições anunciadas são um infortúnio, mas vamos continuar a discutir com o governo americano uma forma de conseguir uma solução de longo prazo", afirmou a Tencent, dona do WeChat, em comunicado. Antes de sair do ar, porém, o aplicativo teve uma alta de downloads ontem: foi um dos cem apps mais baixados nos EUA, segundo a consultoria Sensor Tower.

Já o TikTok, que pertence à startup ByteDance, terá regras mais suaves: o aplicativo terá até o dia 12 de novembro para firmar um acordo para a venda de suas operações nos EUA. Caso contrário, será descontinuado no território americano.