O rodízio de água nas regiões abastecidas pelo Rio Batalha foi bastante criticado pelos vereadores, na sessão de ontem da Câmara Municipal. O sistema alternado de distribuição, em 37% da área urbana, tem apresentado falhas, e desta maneira vários moradores procuraram os parlamentares na semana passada.
Na tribuna, a situação foi a mais citada nos discursos. Chiara Ranieri (DEM) e José Roberto Segalla (DEM) destacaram que os investimentos não foram suficientes nos últimos anos, e lembraram que esta é uma atribuição da Prefeitura de Bauru, através do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Telma Gobbi (PP) destacou que um projeto de lei do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB), aprovado no começo do governo, permitia a doação de caixas d'água a moradores das regiões abastecidas pelo Batalha, mas a proposta nunca foi colocada em prática.
O mesmo foi lembrado pelo vereador Sandro Bussola (PSD), que também falou sobre a contratação do Plano Diretor de Águas, ainda no governo passado, mas que também foi pouco aproveitado até agora. O desperdício supera os 45% da água tratada, fato citado por Coronel Meira (PSL) na sessão passada - ele usou até uma garrafa de água para ilustrar o quanto é desperdiçado. Já o vereador Manoel Losila (MDB) afirmou que parte da população ficou quatro dias consecutivos sem água. "O rodízio é necessário neste momento, mas a água precisa chegar nos dias combinados", afirmou.
O líder do governo municipal na Câmara, vereador Markinho Souza (PSDB), considera que a situação atual é bem menos crítica do que a vivida em 2014, quando ocorreu um desabastecimento grave, com até duas semanas sem água em algumas regiões abastecidas pelo Rio Batalha, como Vila Falcão, Independência, Centro e Altos da Cidade. O parlamentar disse ainda que o DAE realizou investimentos nos últimos anos, como perfuração dos poços do Jardim América e Geisel, adutoras, e que o poço do Santa Cândida está na reta final das obras.
LIXO
Outro assunto discutido na sessão foi a concessão do lixo. Em audiência pública semana passada, foi apresentado parte do estudo, que coloca a cobrança de uma tarifa do lixo com base no consumo de água do imóvel. Chiara Ranieri, Carlão do Gás (DEM), Paulo Coxa (PP) e Sandro Bussola criticaram a proposta, uma vez que não há detalhes sobre o custo ao contribuinte.