09 de julho de 2026
Esportes

Saúde aprova estudo para volta de até 30% do público


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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ganhou a aprovação do Ministério da Saúde do governo Jair Bolsonaro para que as equipes da Série A do Campeonato Brasileiro voltem a receber torcedores nos seus respectivos estádios.

As propostas de plano sanitário e de protocolo enviadas a Brasília receberam a chancela do órgão liderado pelo ministro Eduardo Pazuello, cuja pasta já teve outros dois médicos não militares no cargo. O objetivo é liberar a presença de até 30% da capacidade de público em outubro, mas ainda sem data definida Para prosseguir com o plano, porém, será necessário receber a permissão das autoridades sanitárias de Estados e prefeituras.

Nas últimas semanas, a CBF havia elaborado um rascunho da proposta com informações preliminares. O conteúdo trazia principalmente a limitação para somente a torcida mandante frequentar os estádios e não contempla as Séries B, C e D da competição nacional. A intenção da entidade é aprofundar a discussão com os clubes para se ter um protocolo mais rígido de conduta e de cuidados com o distanciamento social.

Alguns times incentivam o retorno da torcida principalmente para amenizar problemas financeiros. Como os jogos têm sido realizados com portões fechados desde o início da competição, as equipes têm acumulado prejuízos com os custos operacionais das partidas. A CBF avalia uma forma de conseguir a abertura dos portões em todos os Estados brasileiros para que não haja desequilíbrio nas disputas. O que a entidade não quer é que determinado time tenha torcedores em seus jogos e outros não.

A discussão, de acordo com especialistas, diz respeito ao momento dessa volta da torcida. Em julho, profissionais da área médica não admitiam sequer a possibilidade da abertura ao público de eventos esportivos. "Torcedor no estádio é um problema. Por mais que se reduza a capacidade das arenas, por exemplo, em 50%, teremos de estudar uma logística de entrada e saída para evitar aglomeração. É natural existir um afunilamento nos portões e isso é extremamente perigoso", alertou o infectologista Jean Gorinchteyn, que trabalha nos hospitais Emílio Ribas e Albert Einstein.

No Brasil, antes mesmo de a doença ser controlada, bares e parques de várias cidades foram liberados em horários alternativos e algumas praias podem ser frequentadas. Contudo, o uso de máscaras tem baixa adesão. No Rio de Janeiro, a prefeitura tem atuado para liberar o uso do Maracanã. O governador em exercício do Rio, Claudio Castro, vetou a iniciativa. Porém, tem marcado para essa semana reuniões com a CBF.