11 de julho de 2026
Esportes

CBF descarta adiar Palmeiras x Flamengo após casos de Covid-19


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Walter Feldman, secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol, disse que a entidade não deve acatar o pedido do Flamengo para adiar o duelo contra o Palmeiras, agendado para este domingo (27), às 16h. Nesta quarta-feira (23), o dirigente afirmou que, apesar dos diversos casos de Covid-19 no elenco, o time carioca tem um "plantel bastante viável" para que os contaminados sejam substituídos.

"O Flamengo tem a possibilidade de 40 inscritos. Por mais que tenha um número elevado (com Covid-19) ainda tem um plantel bastante viável. Deve acontecer o jogo.", pontuou. "Se tiver uma quantidade mínima suficiente para entrar em campo, entra em campo. Tem o plantel para entrar em campo, fazer substituição e o jogo deve acontecer", completou Feldman.

Até o momento, o Flamengo tem, oficialmente, diagnosticados com a Covid-19 o goleiro Gabriel Batista, os laterais Renê, Isla, Matheuzinho e Filipe Luís, os zagueiros Rodrigo Caio, Léo Pereira e Thuler, os meias Diego e Everton Ribeiro e os atacantes Vitinho, Bruno Henrique e Michael. Além deles, o técnico Domènec Torrent, o médico Márcio Tanure e os dirigentes Juan, Rodolfo Landim e Marcos Braz também testaram positivo.

O Flamengo realizou o pedido de adiamento ainda na última terça-feira (22). O clube alega prejuízo técnico por conta dos desfalques e ainda destaca o risco de mais atletas estarem contaminados, já que a delegação passou uma semana no Equador, para os confrontos contra Independiente Del Valle e Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores.

Por outro lado, o Palmeiras já se posicionou contra o adiamento. "O Palmeiras é contra o adiamento da partida do próximo domingo. O protocolo adotado para a competição contempla situações desse tipo. Não há, portanto, razão para que o jogo não aconteça" disse em nota.

O vice-presidente geral do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches criticou a postura do Palmeiras. "Não surpreende o Palmeiras ser contra o adiamento. Quer levar vantagem, mesmo com risco pessoal. O que espero é que a CBF análise o tema de forma justa, pensando na saúde de todos e a situação excepcional que foi uma viagem de 8 dias com intensidade de contato entre os atletas", publicou o dirigente em redes sociais.