08 de julho de 2026
Esportes

Reunião para volta de torcida termina em bate-boca


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Em uma reunião tensa e de quase três horas, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os dirigentes da Série A do Campeonato Brasileiro não chegaram em nenhum acordo, nesta quinta-feira (24), para que seja liberada a volta do torcedor aos estádios. O encontro virtual ainda teve uma discussão acalorada entre os presidentes da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), Rubens Lopes, e da CBF, Rogério Caboclo.

O mandatário da entidade que comanda o futebol no País é favorável ao retorno, mas depois de ouvir os times, decidiu abrir votação. Lopes, então, começou a questioná-lo e disse que isso era ditadura velada, que uma reunião informal não poderia ter força de voto como em um conselho técnico ou assembleia.

Segundo integrantes dessa reunião, apenas representantes do Flamengo e da Ferj não se recusaram a voltar com o campeonato antes da liberação das torcidas ser para todos os envolvidos. O clube, assim como a federação de seu estado, entende que a CBF não teria poder de deliberar sobre o tema. Argumentaram ainda que a decisão sobre o público nos estádios não deve passar pela CBF, mas sim pelas gestões locais.

A maioria dos presidentes, no entanto, posicionou-se de forma contrária ao retorno do público, mesmo que com até 30% da capacidade dos estádio. O consenso é que são necessárias autorizações das 11 cidades envolvidas na competição. Os demais clubes do País uniram-se para afirmar que, ou haveria torcida para todos, ou para ninguém.

O fato de governos como o de São Paulo vetarem o futebol com torcida melou os planos da CBF de ter público nos jogos já em outubro. Uma nova reunião, ainda sem data definida, deverá ser realizada.