09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O agro e a preservação ambiental

Guilherme Viega Francisco, acadêmico de Medicina
| Tempo de leitura: 2 min

Muito tem se discutido sobre o papel e a atuação do produtor rural na preservação ambiental. O que temos assistido recentemente são críticas vorazes contra esse setor que sempre esteve na dianteira da defesa do país e da proteção de nossa biodiversidade. O Brasil é por excelência um exímio produtor de alimentos, um pujante agroexportador, que alimenta mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. E fazemos isso utilizando apenas 7,8% do território (65.913.738 hectares), segundo a Embrapa em estudo realizado em 2016. Sendo feito, também, avaliação da NASA que constatou que 7,6% do território nacional (63.994.479 hectares) era dedicado ao cultivo. Em contrapartida, temos 66,3% (563.736.030 hectares) do território nacional destinado a áreas de proteção e preservação da vegetação nativa.

Isso tudo mostra que nossa agricultura é extremamente produtiva, tecnológica e competitiva, tendo como um dos pilares desse trabalho a própria proteção ambiental. Por outro lado as críticas internacionais vem para enfraquecer e desprestigiar esse setor que muito tem feito pela preservação ambiental, sendo que em sua maioria devastaram suas áreas nativas, exaurindo os recursos naturais e sua biodiversidade. A Europa, por exemplo, conta com apenas 0,1% das matas nativas do planeta. Destruíram seus biomas e agora querem usurpar a nossa riqueza natural. O Brasil é que deve dar lições sobre proteção ambiental.

Desde 2012 temos um Código Florestal ímpar em todo mundo, que gerou um acordo entre as entidades representativas tanto do agro quanto dos setores ambientalistas. E isso tudo foi debatido arduamente até que se chegasse num consenso. Hoje o código possibilita segurança jurídica para ambos os setores. Apesar disso, avanços são necessários. O Brasil precisa aprender a investir na exploração sustentável de sua biodiversidade, para que isso gere alto valor agregado e traga segurança econômica e alimentar para a população brasileira. Em suma, que nossa biodiversidade possa gerar riqueza para a sociedade e o país.

Outro ponto é o desmatamento ilegal e as queimadas criminosas. Acreditamos que isso não precise mais ser debatido. É crime e ponto. Deve ser tratado e punido como tal. Não é plausível que alguns criminosos, que se dizem produtores, maculem todo o trabalho que a agropecuária tem feito em favor do Brasil e da preservação ambiental. Esses sim, são inimigos do Brasil e das áreas nativas. São exploradores! No entanto, o governo deve criar mecanismos e destinar investimentos para que ações desse tipo sejam coibidas e levadas à justiça.

O maior interessado na preservação ambiental é o agro, pois vive da natureza e do que ela pode nos proporcionar. Produzimos muito, utilizando pouco. Somos competitivos e isso causa apreensão em nossos concorrentes.