10 de julho de 2026
Internacional

Suspeito de ataque em Paris admite ter agido contra o 'Charlie Hebdo'

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Paris - A polícia francesa deteve cinco pessoas ligadas a Ali H., jovem paquistânes e principal suspeito de esfaquear dois jornalistas em Paris. Sete pessoas foram detidas por suposta conexão com o atentado. Os cinco homens presos, nascidos entre 1983 e 1996, estavam em uma propriedade vinculada ao principal suspeito. Eles foram encaminhados à delegacia e serão interrogados.

Ali H., 18 anos, foi detido pela polícia na região da praça da Bastilha poucas horas após o ataque. O crime aconteceu em local próximo à antiga sede do jornal satírico "Charlie Hebdo", alvo de atentado terrorista com motivações religiosas em 2015.

De acordo com a polícia, ao ser abordado, Ali H. imediatamente assumiu a autoria do ataque e está cooperando com as investigações. Outro suspeito, um argelino de 33 anos, havia sido detido, mas foi liberado durante a madrugada deste sábado (26) por não estar envolvido no caso.

Os jornalistas, uma mulher e um homem de 28 e 32 anos, estavam numa pausa do trabalho quando foram esfaqueados. Eles descansavam em frente ao escritório da agência de notícias Premières Lignes. Eles foram hospitalizados e, segundo o primeiro-ministro da França, Jean Castex, estão fora de perigo.

De acordo com o jornal Le Monde, Ali H. afirmou à polícia que a motivação do crime é política. Ao contrário do que se acreditava no dia do atentado, quando testemunhas ouvidas pela agência Reuters disseram que o ataque parecia aleatório, os agentes afirmam que o suspeito admitiu que as ações foram premedidatas e tinham como alvo o "Charlie Hebdo", por causa de caricaturas do profeta Maomé recentemente republicadas.

O crime se dá em meio ao julgamento do atentado contra o jornal, ocorrido há cinco anos, no qual 12 pessoas morreram na Redação da publicação, incluindo alguns dos chargistas mais conhecidos da França. Ao todo, 14 pessoas são julgadas como suspeitas de terem colaborado com os autores, mortos pela polícia dois dias após o ataque.