10 de julho de 2026
Nacional

'Nossa soberania é inegociável', diz Bolsonaro à Cúpula da Biodiversidade

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília  - Em discurso gravado para a Cúpula da Biodiversidade da ONU (Organizações das Nações Unidas), o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar ontem o que chamou de cobiça internacional sobre a Amazônia, insistiu na defesa da soberania sobre os recursos naturais e responsabilizou ONGs (organizações não-governamentais) pelos crimes ambientais, sem mostrar provas.

"Rechaço, de forma veemente, a cobiça internacional sobre a nossa Amazônia. E vamos defendê-la de ações e narrativas que agridam os interessem nacionais", disse Bolsonaro em vídeo exibido na tarde desta quarta-feira (30).

Alvo de críticas internacionais, o presidente disse que não pode aceitar que "informações falsas e irresponsáveis "sirvam de pretexto para a imposição de regras internacionais injustas, que desconsiderem as importantes conquistas ambientais que alcançamos em benefício do Brasil e do mundo".

Bolsonaro tem, de forma reiterada, criticado o noticiário sobre as queimadas na Amazônia e no Pantanal, que registram altas históricas ou, no último caso, recorde.

"É preciso que todos os países cumpram com suas responsabilidades, arquem com a parte que lhes cabe e se unam contra males como a biopirataria, a sabotagem ambiental e o bioterrorismo", afirmou. "Meu governo mantém firme o compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a gestão soberana dos recursos brasileiros."

BRASIL MUDOU

Nesta quarta, ele já rechaçara, em redes sociais, a alusão do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe BIden, que no debate eleitoral da véspera contra Donald Trump dissera que "a floresta tropical no Brasil está sendo destruída" ao tratar dos incêndios na Costa Oeste dos EUA, em grande parte decorrentes da mudança climática.

Biden chegou a acenar com medidas retaliatórias ao governo brasileiro, afirmando que se a destruição não parar o país "terá consequências econômicas significativas".

"O candidato à Presidência dos EUA Joe Biden disse ontem que poderia nos pagar US$ 20 bilhões para pararmos de 'destruir' a Amazônia ou nos imporia sérias restrições econômicas", escreveu Bolsonaro. "O que alguns ainda não entenderam é que o Brasil mudou. Hoje, seu presidente, diferentemente da esquerda, não mais aceita subornos, criminosas demarcações ou infundadas ameaças.

SEM UMA CONVIVÊNCIA

CORDIAL

O presidente seguiu dizendo que seu governo está realizando "ações sem precedentes" na proteção à Amazônia. "Cooperação dos EUA é bem-vinda, inclusive para projetos de investimento sustentável que criem emprego digno para a população amazônica, tal como tenho conversado com o presidente Trump."

Bolsonaro disse ainda que "a cobiça de alguns países sobre a Amazônia é uma realidade", mas ponderou que a "'externação' por alguém que disputa o comando de seu país sinaliza claramente abrir mão de uma convivência cordial e profícua".