10 de julho de 2026
Geral

Temporada de insetos exige total atenção em terrenos e residências

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 1 min

Cuidado: eles estão à solta, voando ou rastejando por toda parte. O calorão favorece o metabolismo e a reprodução de moscas, baratas e os mosquitos aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, e do palha, propagador da leishmaniose. E isso aumenta a preocupação com a limpeza de áreas públicas e privadas.

Com mais insetos, consequentemente multiplica-se também o número de aranhas e escorpiões, predadores naturais de pragas urbanas, mas que oferecem riscos a seres-humanos e pets, informa Roberto Marono, biólogo e especialista em animais peçonhentos (leia mais abaixo).

Silvia Regina Ramos, dona de casa, moradora da rua das Mangueiras, no Núcleo Geisel, se queixa que está sendo corriqueira a invasão de escorpiões no bairro. Um dos motivos, segundo ela, é de o espaço público na frente, que poderia abrigar uma praça, estar abarrotado de "montanhas" de folhas, alguns entulhos e grande quantidade de restos de podas de árvores.

"A CPFL veio, fez cortes de galhos de árvores que estavam próximos dos fios e deixou aqui. Não dá pra gente ensacar tudo. Precisa um caminhão vir buscar e nos ajudar. Aparecem muitos escorpiões e aranhas, saindo deste local", comenta.  

A vizinha, Olinda Aparecida Rosa, acrescenta a preocupação do veneno do escorpião com relação aos filhos de quatro patas. "Eu pulverizo veneno em todos os ralos. Além dos escorpiões, aparecem ratazanas também. Mas meu medo maior é dos meus cachorros pequenos serem picados e morrerem", revela.

Estes peçonhentos são problemas também de condomínios verticais. Moradores da região do Parque São Geraldo estão tendo que lidar com os artrópodes escalando paredes. Outro local já registrado pelo "A Cidade é Sua", entre o Fortunato e a rodovia "Bauru-Marília", continua com terrenos com muito lixo doméstico acumulado.