11 de julho de 2026
Política

Gaeco apreende quatro veículos de Gasparini Jr.

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-presidente da Cohab Edison Bastos Gasparini Jr. teve quatro veículos apreendidos no final da tarde de ontem. A apreensão foi no condomínio Villaggio 3, em Bauru, onde ele mantém residência, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão autorizado pela 4ª Vara Criminal de Bauru, na ação que investiga desvios na companhia habitacional desde o ano passado.

Foram apreendidos um Honda/Civic, um Mitsubishi L200, um Ford/Ranger e um Hyundai/Tucson. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) notificou a família de Gasparini Jr. a entregar os veículos, o que não ocorreu. Com isso, os carros foram levados de guincho pelo Gaeco, com apoio da Polícia Militar (PM).

O valor da apreensão ainda não foi totalizado. Além de Edison Bastos Gasparini Jr., são investigadas a mulher dele, Isabel, e a filha Mariana. No mês passado, uma chácara em nome da sogra dele também foi bloqueada com o indício de ocultação de bens, após investigações do Gaeco. O vereador Coronel Meira (PSL), que desde o começo de seu mandato tem falado sobre os problemas na Cohab, presenciou a apreensão de ontem, por morar na mesma região. O JC tentou contato com a defesa da família, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

OUTRA

O Gaeco fez ainda outra apreensão, na semana passada, de 300 sacas de café, escondidas em uma barracão em Marília, também relacionadas à família, segundo apuração do MP-SP. As ações fazem parte da Operação 'João de Barro', deflagrada pelo Gaeco no final do ano passado. Na ocasião, foram apreendidos mais de 1,6 milhão em notas de real, 30 mil em notas de dólar norte-americano e valores menores em euro e libras esterlinas na casa de Gasparini Jr. Ele entregou o cargo.

Foi nomeado como novo presidente Arildo Lima Jr., e neste ano o novo comando da companhia verificou que era prática constante o saque de valores mensais em dinheiro, no caixa, que seria usado no pagamento de seguros. Porém, não foram encontrados comprovantes. Os saques de cerca de R$ 400 mil mensais ocorreram entre 2007 e 2019, e um prejuízo de R$ 54,8 milhões.

Depois, a Cohab entrou com ação civil pública para que os bens bloqueados sejam revertidos para ressarcimento de dano ao erário, com atualização pela tabela do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o que levou o valor para R$ 116,4 milhões, com liminar favorável para a companhia.