11 de julho de 2026
Cultura

Brincante Manoel Fernandes lança quadrinhos


| Tempo de leitura: 2 min

O brincante Manoel Fernandes resgata um sonho de infância: a produção de quadrinhos autorais, iniciada aos 12 anos, no inverno de 1979, em Duartina. Nesta segunda (5), após 40 anos, ele relança "Pompeu não se Esqueceu" (Universo Inverso) e "O Colapso Perpétuo". Os dois roteiros têm como protagonista o vilão Doutor Morte, um químico louco que volta da Ilha da Morte, onde ficou preso por 40 anos, para a sua grande vingança e vitória contra os heróis Azul e Preto.

Além de resgatar personagens antigos do Universo MAM, Manoel Fernandes cria o monstro Pompeo, neste ano. "A minha paixão por monstros é antiga. Sempre torço pelo monstro. E Pompeo é um bebê brincalhão criado no laboratório do Doutor Morte para derrotar Azul e Preto", diz Fernandes. "É uma HQ leve, divertida e com um final inusitado", emenda.

A paixão de Fernandes por HQs vem de criança. "Enquanto tomava sol na calçada de casa com a minha mãe, dona Iris, e com o meu irmão Euriquinho, eu levava os lápis de cor da escola para desenhar minhas HQs. Olhando a caneta azul e o lápis preto, ambos usados diariamente nos cadernos escolares, veio a ideia de criar os heróis Azul e Preto com raios mágicos azuis e pretos que protegiam a Terra contra o terrível Doutor Morte. Aí, eu criava os roteiros, desenhava com a caneta azul e o lápis preto e coloria com lápis de cor cada página das minhas revistinhas, lançadas pelo selo fictício da Editora MAM", conta, saudosista, Manoel Fernandes. Surgia aí o Universo MAM de heróis, vilões e monstros surreais inspirados nos seriados japoneses da época e nos filmes antigos do Godzilla, porém com um lirismo brasileiro. A Editora MAM lançou vários títulos de revistinhas mensais: Azul e Preto, Almanaque Manoel, Vovó Zula, Clássicos de Manoel, entre outros. 

Fernandes nunca parou de criar e produzir gibis. Para ele, há uma cena produtiva intensa de HQs em Bauru, motivada por Leandro Gonçalez, pioneiro na produção de quadrinhos na cidade. "Muita gente boa já passou pelo seu estúdio", afirma. "É muito importante a leitura de quadrinhos, porque ela é a porta de entrada para os livros. Foi assim comigo. Durante a pandemia, desenhar é uma terapia, faz adulto virar criança. Quando você desenha, você cria um universo que te encanta, te dá esperança de um amanhã com final feliz e ainda te deixa forte como um super herói que sempre vence um vírus maldito."

Serviço

Lançamentos de HQs do brincante Manoel Fernandes nesta segunda-feira (5), na Banca Pavan (rua Primeiro de Agosto, 6-80). Mais informações pelo (14) 3238 -5126. Rede Social: Manoel Fernandes (Facebook).