Batalhamos junto com vocês, também nos reinventamos neste ano de pandemia e estamos fazendo o melhor por nosso alunos e nossas famílias. No início, estivemos de acordo com a suspensão das aulas presenciais, mas hoje percebemos que todos os demais setores retornaram e nós estamos estagnados por tempo demais.
Acompanhamos de perto nossas escolas enquanto estas reorganizaram seus espaços, investiram em equipamentos e prepararam suas equipes para receber os alunos. Infelizmente, nem todas as esferas educacionais, em especial as públicas, conseguem atingir de forma rápida e eficaz os mesmos objetivos, tendo em vista que dependem de licitações. Porém, as escolas particulares se mobilizaram para atingir metas que prezam pela segurança dos alunos e funcionários e se encontram prontas para uma reabertura segura.
Todos sabemos que a doença existe e reconhecemos sua gravidade, mas reconhecemos também que existem estratégias que, se adotadas com austeridade, efetivamente reduzem as chances de contaminação. Sendo assim, com a adoção de todas as medidas já previstas nos protocolos das escolas, certamente poderemos reduzir a chance de contaminação para um nível muito menor do que mantendo as crianças na casa de parentes ou em creches clandestinas.
Além disso, estas crianças estão emocionalmente devastadas como consequência do isolamento social e nós precisamos atuar na redução destes danos imediatamente, o que não é possível com tamanha assertividade por plataformas tecnológicas.
Fazemos parte de escolas que reuniram comissões de crise e enfrentamento sanitário, convidaram seus professores e funcionários para participar ativamente, ao lado da equipe gestora, da elaboração de protocolos de reabertura que respeitam as orientações estaduais e de outros órgãos competentes, como a OMS e a Fiocruz. Assim, podemos afirmar: nas escolas privadas das quais fazemos parte, os protocolos bem definidos já existem e estão pautados em critérios científicos. Portanto, só podem ser refutados com base nestes mesmos critérios.
Quando as escolas particulares batalham por uma reabertura segura, elas estão defendendo a nós, professores, nossos trabalhos, a manutenção de nossas famílias, além de todos os alunos que confiam na instituição que escolhemos representar e de seus familiares, que em sua grande maioria se encontram em rotina de trabalho normal e necessitam de um ambiente seguro para seus filhos. Assim, estas escolas buscam garantir, além da saúde, a vida profissional e pessoal de todas as pessoas envolvidas neste conjunto. Por todo o exposto, somos favoráveis à abertura das escolas privadas, que estão dispostas e em condições de receber professores e alunos seguindo todos os protocolos de biossegurança.
O poder público, em suas decisões, pode impedir o progresso e a manutenção de muitas unidades escolares e, com isso, arrisca comprometer empregos e vidas que dependem destas instituições.