11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bauru recupera metade dos empregos que foram perdidos durante pandemia

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Luan Rodrigues da Silva, 26 anos, trabalhava em uma empresa de eventos e, com a chegada da pandemia, perdeu o emprego. Foram meses de incertezas e um número incontável de currículos distribuídos até conseguir uma nova oportunidade.

Há pouco mais de um mês, ele voltou ao mercado de trabalho, em uma trajetória percorrida por muitos bauruenses durante os últimos seis meses. É o que mostram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

Segundo o levantamento, embora a cidade tenha perdido 4.311 postos de trabalho com carteira assinada entre março e maio, ou seja, nos primeiros meses da pandemia, metade deste total, o equivalente a 2.147 vagas, foi recuperada de junho a agosto. O saldo de janeiro a agosto, contudo, ainda é de 700 postos perdidos.

O principal responsável pela melhora, ainda que lenta, do nível de emprego foi o setor de serviços, que respondeu pela criação de 1.229 postos nestes três meses. Na sequência, figuram os setores da indústria, construção civil e comércio (veja detalhes no quadro ao lado).

MAIS CONSUMO

O economista Reinaldo Cafeo observa que o segmento de serviços foi impulsionado pela contratação, entre junho e julho, de 1 mil operadores de telesserviços por uma empresa de recuperação de crédito. Porém, também tiveram papel preponderante a própria flexibilização das atividades econômicas ao longo do período e o aumento do poder de compra da população proporcionado pelo auxílio emergencial do governo federal.

"Considerando o montante total, a injeção de dinheiro é muito grande. A aceleração dos setores da economia, notadamente, está associada ao crescimento do consumo. É claro que, no caso de Bauru, temos que considerar o fator 'recuperação de crédito', que distorce um pouco os números. Mas, mesmo que tivéssemos criado somente metade destas mais de 2 mil vagas, o resultado seria positivo", analisa.

Quem tem a comemorar são trabalhadores como Luan Rodrigues da Silva, que ficou desempregado no início da pandemia e enfrentou dificuldades financeiras até conseguir um novo emprego. No final de agosto, para seu alívio, ele foi contratado como atendente em uma loja de acessórios automotivos localizada na região central da cidade.

"Fiquei quase quatro meses sem trabalho e perdi as contas de quantos currículos entreguei. Tenho uma filha de 10 anos e as coisas foram ficando difíceis. Já estava sem expectativa nenhuma, mas felizmente, tudo acabou dando certo", diz.