11 de julho de 2026
Política

Entrevistas, representações e pesquisa esquentam campanha eleitoral de Bauru

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

A segunda semana da campanha eleitoral esquentou a disputa em Bauru. A série de entrevistas do JC e 96 FM, que começou na segunda-feira, gerou repercussão inclusive na Câmara Municipal. Ao mesmo tempo, duas representações tentam a impugnação de candidatos a prefeito na Justiça Eleitoral. Além disso, a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto da Record TV, ontem, apimentou mais a disputa municipal.

A tendência ainda é de mais 'lenha na fogueira' a partir de sexta-feira (9), quando começa a propaganda eleitoral na TV e no rádio, prevista para acabar em 12 de novembro. Neste ano, o horário eleitoral nos blocos de dez minutos será voltado apenas aos candidatos a prefeito, de segunda-feira a sábado. Já as inserções, que ocorrem durante a programação, serão todos os dias e terão os candidatos a prefeito e os concorrentes a vereador nesta eleição.

No horário eleitoral, a perspectiva é que os partidos e coligações apresentem mais propostas. O JC, JCNET e a 96 FM estão sabatinando os candidatos a prefeito, em ordem definida através de sorteio. A série foi aberta com a participação de Clodoaldo Gazzetta (PSDB). A falta de água em Bauru elevou as críticas ao governo municipal. A pesquisa que coloca Raul com boa vantagem na liderança e Gazzetta em segundo coloca os dois como principais alvos de adversários neste começo de período eleitoral.

REPRESENTAÇÕES

A Justiça Eleitoral de Bauru recebeu dois pedidos de impugnação de candidatos. O primeiro foi do PSD, que pede o indeferimento do registro da candidata Rosana Polatto (PSB). A alegação é que Rosana teria feito a desincompatibilização do cargo de presidente da Associação de Moradores do Núcleo Mary Dota após o prazo estipulado pela legislação. Ela saiu em agosto, três meses antes da eleição, pois inicialmente concorreria a vereadora, mas o PSD considerou que como Rosana acabou sendo indicada para concorrer a prefeita, deveria ter se afastado em julho, quatro meses antes.

No pedido, o PSD ainda cita que a Associação utiliza imóvel cedido pela Cohab e também recebeu recursos públicos, o que obrigaria a desincompatibilização.

Antes mesmo de registrar a candidatura de Rosana, o PSB enviou uma nota afirmando que consultou seu segmento jurídico e que ela não precisaria se afastar do cargo, e que a situação dela está regular. O mesmo posicionamento foi mantido ontem pela coligação ao JC. O caso ainda será julgado.

Outra representação foi feita pela coligação 'Bauru do Povo', formada por PT e Rede, e pede a impugnação do registro do candidato Raul Gonçalves Paula (DEM). O motivo alegado é que ele teria se desincompatibilizado da prestação de serviços de sua empresa para a Famesp, que recebe recursos públicos do Estado, três meses antes da eleição, quando deveria ter sido seis meses antes, de acordo com o pedido. O caso ainda será julgado. "Eu nem precisaria ter saído, pois não presto serviço ao Estado, a Famesp é uma entidade de direito privado. Conheço muitas pessoas no PT e respeito eles, mas acho que começaram mal a campanha, se quer ganhar, vamos disputar na urna", afirma Raul.

Os pedidos de indeferimento das chapas de Rosana Polatto e Raul Gonçalves ganharam outro elemento, que é o prazo da solicitação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou que esses pedidos deveriam ocorrer até 4 de outubro, mas os dois ocorreram no dia 5 de outubro. A decisão caberá à Justiça Eleitoral.