09 de julho de 2026
Articulistas

O alerta de Jacques Cousteau

José Pedro Naisser
| Tempo de leitura: 2 min

Esse alerta foi durante a Conferência do Meio Ambiente no Rio de Janeiro, denominada Eco-92, evento organizado pela ONU, que contou com a presenca de 202 chefes de Estado.

O grande ecologista e oceanógrafo, que dedicou sua vida inteira em favor da Natureza e da Vida, fez durante a Conferência o alerta de que o fim dos tampos não seriam ainda os que constam na Bíblia Sagrada, de que Jesus virá julgar os Vivos e os Mortos, mas sim uma luta sem fim entre os muitos que querem a destruição e degradação do meio ambiente contra os poucos que querem sua preservação, que lhes garantirão o legado que deixou na ONU: o direito ao meio Ambiente pelas gerações futuras e a biodiversidade.

Lamentavelmente, em plena Covid-19, que não foi prevista por Cousteau, o que estamos vivendo hoje no mundo, especialmente no Brasil, é uma destruição dos biomas do Pantanal, Amazônia e Cerrado Brasileiro. Milhões de animais perderam a vida, seu habitat, nos terríveis incêndios que agora, depois de investigações, citam que tudo se iniciou com a queima para a renovação de pastagem. E a ministra da Agricultura cita os bois como bombeiros porque comem o pasto. Os verdadeiros heróis são sim os brigadistas e voluntários que estão lá no Pantanal e na Amazônia. Esse é um retrato do Brasil hoje, onde agora todos clamam pelas chuvas, porém, a Natureza irá agir em legítima defesa contra os maus governantes que esperaram 100 dias para decretar estado de emergência. Depois o governo federal, que só determinou a ajuda depois do decreto de calamidade pública, quando quase tudo está perdido, pagará caro pela escassez da água que não virá, pela Lei da Causa e Efeito.

Assim caminha a inação dos governos e dos oportunistas por espaço que era destinado ao habitat dos animais, de sua fauna e flora, e de todos os que perderam a vida. Lamentavelmente, a Nau dos Insensatos navega pelas marchas da destruição da Natureza e da Vida. Com tristeza pela nossa Fauna e Flora que somente irão se regenerar depois de 70 anos, e ninguém dessa geração estará mais aqui.

O autor é ecologista e integrante do projeto do Comandante Cousteau na Eco-92