Jaú - Denunciado pela Promotoria de Justiça de Jaú (47 quilômetros de Bauru), homem acusado de matar a ex-companheira a facadas na frente da filha do casal, de 7 anos, em novembro de 2019, no Distrito de Potunduva, foi condenado nesta quinta-feira (8) pelo Tribunal do Júri a 33 anos de prisão em regime inicial fechado, sem direito a recorrer em liberdade. A Justiça acatou a tese do Ministério Público (MP) de que o réu agiu por motivo torpe, com uso de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por razões de condição de sexo feminino.
Conforme divulgado pelo JC na ocasião, mesmo com medida protetiva, que impedia o ex de se aproximar dela, a mulher compartilhava em sua página no Facebook notícias sobre feminicídios na região e relatava o medo de se tornar uma vítima.
De acordo com a denúncia, M.G.A. (apenas as iniciais foram divulgadas) não se conformava com o fim do relacionamento amoroso, que durou nove anos. Após sofrer perseguições e ameaças, a vítima, Elisângela Fernandes, recorreu à Justiça e pediu medida protetiva. No dia 24 de novembro do ano passado, por volta das 15h30, o acusado, na época com 39 anos, foi atrás da ex, de 40 anos, que estava na casa de uma amiga, na rua Francisco do Rego, no Conjunto Habitacional Baiano da Bomba.
Ainda segundo a denúncia, ele atraiu a vítima para fora e a atacou na rua com golpes de faca, nas regiões do pescoço e do abdômen.
Elisângela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas já chegou morta ao Pronto Atendimento do distrito.
O autor fugiu, mas foi preso pela Polícia Militar (PM) próximo ao local e conduzido ao plantão policial, onde foi autuado em flagrante por feminicídio. Ele teve a preventiva decretada , desde então, encontra-se preso.