Para Claudio Reingenheim, professor convidado do eixo de humanidades do curso de medicina da Faculdade Albert Einstein, Sean Conley poderia até ter se reservado o direito de não falar nada, em respeito à privacidade do paciente, mas nunca ter agido da forma como agiu. Outra atitude eticamente questionável, segundo os médicos brasileiros, foi a decisão de indicar o uso do medicamento dexametasona, mesmo negando que Trump tenha tido problemas respiratórios significativos. Conley acompanha Donald Trump desde março de 2018. Como a maioria dos médicos da Casa Branca, é oficial militar, o que significa, em última instância, que Trump é seu comandante-chefe. Conley, com esse conjunto de atitudes criticadas por pares e declarações conflitantes, tem se tornado porta-voz da demonstração de força pessoal de Trump, que segue negando a gravidade da pandemia.