10 de julho de 2026
Nacional

Acusado pela morte de Marielle é condenado a 5 anos de prisão

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Rio - Preso desde março de 2019 e prestes a ir a julgamento pelas mortes da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, o ex-policial militar Elcio Vieira de Queiroz foi condenado a 5 anos de prisão e pagamento de multa pelo porte de munição e pela posse de armas de fogo, munições e carregadores, no dia em que foi preso, em 2019. Essa pena será cumprida em regime aberto - portanto, se não estivesse preso preventivamente em razão dos homicídios, Queiroz seria libertado da penitenciária federal de Porto Velho, onde está detido. A sentença foi emitida em 11 de setembro pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal do Rio.

Segundo a polícia, Queiroz era o motorista do carro que seguiu Marielle e Anderson na noite de 14 de março de 2018 pelo centro do Rio, e estava acompanhado por Ronnie Lessa, acusado de atirar contra as duas vítimas quando os veículos trafegavam pelo bairro do Estácio.

Em 12 de março de 2019, policiais civis e dois promotores de Justiça foram à casa de Queiroz para cumprir ordem de prisão (pela suspeita de envolvimento na morte da vereadora e de seu motorista) e outra de busca e apreensão, para recolher possíveis provas do crime. Queiroz foi abordado ao sair de casa de carro, e dentro de seu Renault Logan foram encontradas oito munições de fuzil, que estavam embaixo do banco do carona, embaladas em um saco plástico. Ao revistar a casa, os policiais encontraram armas e munições.

Queiroz, que já seria detido pela morte de Marielle e Gomes, acabou preso também pelo porte das munições encontradas no carro e na casa dele.