11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Com foco na descentralização a bairros, Acib reelege Cafeo

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Reinaldo Cafeo foi reeleito, na noite desta quarta-feira (14), presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) para o biênio 2021/2022. À frente da entidade pela terceira vez - a segunda consecutiva -, o economista planeja para o próximo mandato a descentralização de ações para contemplar médios e pequenos empresários que atuam nos bairros da cidade e que foram profundamente afetados pela pandemia e pela crise econômica.

Uma das estratégias da Acib para incentivar o comércio nas regiões mais afastadas da zona central considera a expansão dos projetos de inovação da entidade, como o site "CompreemBauru.com", que possibilitou vendas a distância.

"Quando a pandemia chegou, já estávamos preparados para migrarmos para o meio online. A expansão das ações para outras localidades, contudo, acabou adiada, mas a ideia, agora, é de retomarmos isso", cita Cafeo. "Temos um comércio forte também na região do Mary Dota, Bela Vista e Vila Falcão. E queremos levar o nome da entidade aos empresários, oferecendo ajuda com as soluções e infraestrutura que já temos, independentemente do bolso das empresas", acrescenta.

RETOMADA

Segundo ele, o varejo tem dado sinais positivos, mas lentos, de melhora econômica. "Estou um pouco cético quanto à recuperação. Acredito que estamos vivendo certo artificialismo econômico, principalmente em razão do auxílio emergencial. Ele potencializa o consumo agora, mas não é algo com vida longa", avalia o economista.

A maior preocupação é com o setor de serviços e os pequenos e médios empresários. "Muitos estão endividados e a conta ainda não chegou, pois não estamos no pico da crise. Temos datas importantes, como a Black Friday, antes do Natal, só que ainda não há vacina", comenta Cafeo.

Para ajudá-los a suportar o período crítico até que a retomada ocorra de fato, a Acib projeta disponibilizar ainda suporte jurídico, capacitações e orientações para que os empresários entendam as linhas de créditos disponíveis no mercado. "São aspectos que podem fazer toda diferença neste momento", observa o economista.

INDÚSTRIA

Entre os setores que já sentem efeitos da retomada, estaria a indústria, especialmente do ramo de alimentos, embalagens e produção de itens plásticos. O setor de bens não essenciais, por outro lado, é o mais abalado.

Cafeo alerta, contudo, que o País ainda pode enfrentar períodos de desabastecimento e mais alta de preços. "As indústrias se readaptaram na pandemia, muitas diminuíram de tamanho. E só vão voltar a investir quando retomarem a confiança, que é algo que passa por decisões macroeconômicas, como a continuidade das reformas e do controle orçamentário. Até que essa conjuntura se ajuste, passaremos por alta de preços e falta de produtos, como aconteceu com os alimentos, materiais elétricos e de construção", finaliza o economista e presidente da Acib.