O presidente do Santos, Orlando Rollo, precisou ser levado para um hospital em Santos, após passar mal quando estava a caminho de São Paulo, nesta quinta-feira (15). Após exames clínicos, foi constatado que o dirigente apresentou um quadro de pressão alta. Ele foi medicado e encontra-se estável.
A recomendação médica indica que o mandatário deve ficar em repouso durante cinco dias. Essa decisão, no entanto, não esclarece se Rollo ficará ou não afastado de suas funções no clube. Ao longo desta e da última semana, a pressão sobre o dirigente aumentou. Principalmente em decorrência da contratação de Robinho, condenado em primeira instância por estupro, na Itália.
Na terça-feira (13), a Orthopride, que estampava sua marca dentro do número das camisas do Santos, não quis ter sua marca associada ao jogador e rescindiu seu contrato "em respeito às mulheres" com a equipe alvinegra. O clube saiu em defesa de Robinho e justificou a contratação do atacante já que não há condenação definitiva, pois o atleta ainda pode recorrer e ser julgado em instâncias superiores.
Outro fator que recentemente tirou o sono de Rollo foi a negociação de dívidas que poderiam ocasionar em penalidades oriundas da Fifa. Na última semana, o presidente interino comandou uma força-tarefa, que mobilizou empresários e dirigentes santistas, para quitar um débito com o Hamburgo, da Alemanha.
"Foram dias e noites intensas de negociação. Muitas vezes, até em horários não convencionais em virtude do fuso horário", revelou o mandatário, em coletiva. Na ocasião, Rollo também anunciou que nesta semana seria iniciada outra força-tarefa para quitar as dívidas com o Huachipato, do Chile, e o Atlético Nacional, da Colômbia.
Em relação à dívida com o clube chileno, o Santos conseguiu vitória na Fifa e, a princípio, não precisará pagar 6 milhões de dólares (R$ 33 milhões) por ter rejeitado proposta do Atlético-MG pelo atacante Yeferson Soteldo.
O Huachipato argumentava que uma cláusula do contrato obrigaria o Santos a comprar outros 50% dos direitos econômicos de Soteldo pelo valor citado em caso de proposta de 12 milhões de dólares rejeitada. Cabe recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS). Mesmo sem esse débito, o Santos segue com dívida de cerca de R$ 19 milhões com o Huachipato.
Por conta destas dívidas, na terça-feira (13) passou a vigorar nova punição da Fifa, que proíbe o clube de inscrever novos jogadores nas competições que disputa. Por isso, Robinho pode ser o último reforço da equipe para a atual temporada.
BAIXA
Na quarta-feira (14), o Santos acabou derrotado pelo Atlético-GO por 1 a 0 em plena Vila Belmiro e, como se não bastasse, terá desfalque importante na defesa na próxima rodada. Pará recebeu o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão contra o Coritiba, neste sábado (17). Se o técnico Cuca lamenta o desfalque de Pará, por outro lado pode comemorar o retorno do volante Jobson, que volta a ficar à disposição para encarar o Coxa, no Estádio Couto Pereira.
Ainda assim, três atletas importantes ocupam o departamento médico e continuam como dúvidas. Lucas Veríssimo (dor na panturrilha esquerda), Marinho (desconforto muscular na coxa esquerda) e Alison (inflamação na perna esquerda) serão reavaliados até o final de semana.