08 de julho de 2026
Cultura

Genaro no beat

Samantha Ciuffa
| Tempo de leitura: 2 min

A busca por diferentes formas de expressão através da música foi o que levou Genaro Magri, 21 anos, músico e compositor bauruense, a lançar "O que te impede de vir?", segunda obra do projeto de lançamentos mensais que serão executados até janeiro do próximo ano. O clipe foi lançado simultaneamente, conforme se propôs o artista. Ao final, ele reunirá as cinco canções em um EP chamado "Onde a gente se perdeu?".

Assim como o primeiro lançamento, clipe e música dialogam, de forma que sensações e sentimentos que Genaro pretende passar realmente ficam elucidados para o público. O tema e as harmonias do início da faixa são fáceis de associar ao cantor. A novidade atinge com força total o refrão, que já começa com um compasso de funk. "Essa canção nasceu de uma vontade que eu tinha de experimentar coisas novas. A música é muito grande para a gente se limitar", declara o músico Genaro Magri.

Com o passar dos versos, o piano, as melodias e falas sobre solidão dão lugar a dançarinos que executam com maestria a coreografia proposta para o tom mais alegre e dançante do ponto alto da obra.

A combinação dos beats eletrônicos com o funk, misturado com o MPB e traços de reggae, traz uma sonoridade única e inédita à carreira do jovem compositor. O baixo bem marcado, o violão sempre presente e o timbre do artista deixam claro que, apesar dos novos elementos, ainda é Genaro Magri.

FRUTO DA QUARENTENA

A letra de "O que te impede de vir?" nasceu neste período de pandemia do novo coronavírus. Tanto a letra quanto a parte instrumental e o clipe reforçam a ideia de paradoxo, segundo o musicista, da solidão, que se reforçou durante a quarentena, à ânsia por um último reencontro com a pessoa que já deixou de fazer parte de sua vida. Por fim, o tema permeia também a ideia de finitude. "A tendência de todas as coisas é acabar, mas, enquanto elas existem, a gente deve aproveitá-las, ao invés de ficar pensando que o fim chegará", completa.

O grande desafio de produzir som e vídeo durante a pandemia é, justamente, o distanciamento, garante Genaro. "Muita coisa teve de ser gravada de forma separada, isso dificulta a criação dos arranjos. Também foi difícil reunir uma equipe de gravação, até mesmo por conta da segurança, então decidi gravar com o mínimo de pessoas possível".

Uma das grandes preocupações do músico é a valorização dos artistas locais. Por esse motivo, todas as etapas que permeiam o lançamento da música e clipe tiveram a colaboração de profissionais bauruenses. A produção musical ficou por conta de Arthur Capello e do próprio intérprete; a direção também é de Magri; a equipe de gravação do clipe é composta por Felipe Osti e Guilherme Carrara; a coreografia foi criada e executada pelos dançarinos da escola de dança Sigma, João Marcos Chave e Julia D'Abril; e o Espaço Protótipo, localizado na quadra 2 da rua Monsenhor Claro, foi palco das gravações.

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