10 de julho de 2026
Nacional

Brasileiros têm mais resistência a tomar vacinas da China e da Rússia, diz estudo

Estadão Conteúdo
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Brasília - 'Presidente, a China é uma ditadura, não compre essa vacina, por favor. Só tenho 17 anos e quero ter um futuro, mas sem interferência da Ditadura chinesa", comentou um usuário no Twitter. O presidente reagiu em letras maiúsculas: "NÃO SERÁ COMPRADA".

Foi o que desencadeou a polêmica em que o presidente da República desautorizou medida assinada um dia antes pelo ministro da Saúde.

Depois, em publicação no Facebook oficial, com o título "A vacina chinesa de João Doria", ele afirmou que "qualquer vacina, antes de ser oferecida, deverá ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa" e que "o povo brasileiro não será cobaia de ninguém".

A aversão do presidente Jair Bolsonaro a uma vacina de origem chinesa não é exclusividade do chefe do Executivo. Um estudo com 2.771 brasileiros feito pelo Centro de Pesquisa em Comunicação Política e Saúde Pública da Universidade de Brasília (CPS/UnB) indicou que a associação com uma vacina vinda da China reduz em 16,4% a intenção de imunização da população. Quanto a vacina russa a intenção diminui 14,1%.

O mesmo não ocorre com tanta intensidade, contudo, quando se trata dos imunizantes produzidos nos Estados Unidades (-7,9%) , na Universidade de Oxford, na Inglaterra (-7,4% ).