10 de julho de 2026
Geral

Contratação de temporários atrasa e oferta de vagas deverá cair 20%

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

As contratações no comércio de Bauru para este Natal devem sentir os impactos da Covid-19. A Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) estima que, devido à pandemia, haverá uma redução de 20% na oferta de vagas temporárias. Além disso, por se tratar de um momento bastante atípico, os lojistas optaram por atrasar as contratações provisórias, que só devem começar na segunda quinzena de novembro.

Segundo o presidente da Acib, Reinaldo Cafeo, a expectativa é de que sejam oportunizados 960 postos de trabalho temporários entre novembro e dezembro, a maioria deles para vendedores em lojas de eletroeletrônicos, vestuário e calçados. Esse número é 20% menor se comparado a 2019, quando as vagas passaram de 1,2 mil. "Os sinais não são animadores. As empresas vão retardar as contratações para ver se haverá uma reação dos compradores durante a Black Friday [que será realizada no dia 27 de novembro]. A data será como um termômetro para medir o 'apetite' do consumidor bauruense", analisa.

Quem compartilha desta percepção é o diretor jurídico da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Elion Pontechelle Junior. Ele afirma que, neste mesmo período do ano passado, as contratações temporárias já estavam em sua fase final. "Só que, neste ano, não houve nem seleção ainda. Isso só deve ocorrer na segunda quinzena de novembro", pontua.

TRÊS PERSPECTIVAS

Os comerciantes decidirão a postura que tomarão em relação ao Natal sob três perspectivas, segundo Reinaldo Cafeo. "A primeira é que eles não estão acreditando em uma explosão de vendas no final do ano. A segunda é que muitos estão endividados, então, vão reduzir custos. Por último, algumas lojas devem tomar cuidado com o volume de atendimento, para atender ao decreto municipal e evitar aglomerações".

Esta questão do decreto municipal também é destacada pelo diretor jurídico da CDL. "Muitas lojas são pequenas e o documento proíbe aglomeração. Se eles contratarem mais funcionários, vão atingir o limite de pessoas dentro do espaço. Ou seja, deverão escolher entre ter trabalhadores ou clientes", descreve.

"É uma situação atípica. O comércio está tentando se reinventar neste momento. As lojas estão abertas, mas isso não significa que as pessoas estão indo comprar. Não há demanda de temporários se as vendas não estão girando", completa Pontechelle Junior.

PÓS-NATAL

Reinaldo Cafeo ainda complementa que os comerciantes não esperam absorver esses funcionários temporários no ano que vem. "Só vão efetivar o funcionário se ele for excepcional. Caso contrário, só se houver melhora da economia, sob a perspectiva de uma vacina efetiva contra o coronavírus, por exemplo. Então, a dica para quem for contratado nesse período é que se dedique bastante para tentar conseguir um emprego fixo", finaliza o presidente da Acib.