09 de julho de 2026
Nacional

Taxa de juros no País é mantida em baixa

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Com a economia brasileira ainda no início da recuperação, em meio à pandemia de Covid-19, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (28) por unanimidade, manter a Selic, a taxa básica de juros, em 2% ao ano. É a segunda vez que a Selic não sofre alteração, após nove cortes consecutivos. 

Com a Selic a 2% ao ano, o Brasil segue com juro real (descontada a inflação) negativo. Cálculos do site MoneYou e da Infinity Asset Management indicam que o juro real brasileiro está em -0,75% ao ano. O País tem o 12º juro real mais alto do mundo, considerando as 40 economias mais relevantes.

A alta nos preços dos alimentos em setembro fez a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), disparar.

No mês passado, a inflação somou 0,64%, o maior patamar para o mês desde 2003. No começo de outubro, o IPCA avançou para 0,94%, a maior taxa para o período em 25 anos.

DÓLAR

O dólar operou em alta nos negócios da tarde desta quarta-feira, mas em ritmo mais comportado que de manhã, quando encostou em R$ 5,80, levando o Banco Central a injetar US$ 1 bilhão no mercado à vista. Foi a maior intervenção individual do BC desde 12 de março, quando o mercado mostrava forte nervosismo com a pandemia que se iniciava por aqui e ele ofereceu US$ 2,5 bilhões. Nesta quarta, a preocupação maior é com o crescimento acelerado de casos de Covid-19 na Europa e nos Estados Unidos, que está levando a adoção de mais medidas de restrição, sobretudo na Alemanha e França.

As Bolsas de Valores americanas e europeias fecharam em quedas que passaram de 4%, a cotação do petróleo também recuou 5% e até o ouro teve queda de 1,71%.

A quarta-feira no Brasil foi marcada por forte movimento de fuga de ativos de risco com a Bovespa em forte queda e busca de refúgio no dólar e no iene.