Cerca de 60 motoristas de aplicativos paralisaram suas atividades e se reuniram, nesta quarta-feira (28), no Parque Vitória Régia, em Bauru, para protestar contra as empresas Uber e 99. Eles reclamam do valor das tarifas que pagam por cada corrida realizada.
"Antes da pandemia, nossa contrapartida era de 20% a 25% do total cobrado na corrida. Agora, pagamos entre 30% e 40% para a Uber e a 99. Eles dão descontos para o consumidor, mas aumentam a tarifa para nós", afirma Paulo Timpano Júnior, que atua como condutor de aplicativos há 2 anos. "Está cada dia mais difícil, porque o preço do combustível e o valor da manutenção do veículo só sobem", acrescenta Raul da Silva, que trabalha há quase 3 anos no ramo.
Os condutores cobram ainda mais segurança. Eles querem que o local exato do cliente seja mostrado sem que seja preciso o motorista aceitar a corrida antes, e que não haja penalidade nos cancelamentos feitos por eles.
Uma equipe da PM esteve no Vitória Régia e registrou BO sobre a manifestação pública.
Em nota, a 99 informou que está aberta ao diálogo. "A remuneração na plataforma leva em conta duas variáveis: distância percorrida e tempo de deslocamento, além de uma tarifa base mínima. A plataforma cobra as menores taxas do setor", ressalta a empresa.
A 99 diz ainda que investiu em inteligência artificial para maior segurança. "Os usuários têm acesso a recursos como compartilhamento de rota, ligação para a polícia, gravação de áudio, câmera de segurança e monitoramento do trajeto via GPS. Depois das viagens, seguro contra acidentes pessoais e a central de atendimento 24h para emergência", frisa.
Já a Uber informa que opera um sistema de intermediação dinâmico e flexível e "que busca equilibrar as necessidades de motoristas parceiros à realidade dos usuários que utilizam a plataforma todos os dias".