10 de julho de 2026
Internacional

Polícia prende segundo envolvido em atentado que matou brasileira

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Nice  - A polícia francesa prendeu um suspeito de ser cúmplice do agressor que matou a facadas três pessoas, incluindo a brasileira Simone Barreto Silva, 44, dentro de uma igreja em Nice, na quinta (29), e deu mais detalhes sobre o trajeto do agressor, um tunisiano de 21 anos identificado como Brahim A. O suposto cúmplice tem 47 anos e é suspeito de ter entrado em contato com Brahim na véspera do atentado e ter lhe fornecido um dos telefones encontrados com ele.

DETALHES DA AÇÃO

Às 6h47, Brahim foi filmado entrando na estação da cidade, na costa sul da França, segundo Jean-François Ricard, procurador nacional antiterrorismo. "Ele vira o paletó, troca os sapatos e sai." Carregava uma sacola onde levava uma cópia do Corão (livro sagrado muçulmano), dois telefones e três facas com lâminas afiadíssimas de 17 cm.

O tunisiano foi até a basílica de Notre-Dame, onde entrou dois minutos antes das 8h30, relata Ricard. Lá atacou as três pessoas. 

Às 8h47 uma equipe de quatro guardas municipais, avisada por um botão de alerta que fica na calçada perto da igreja, chegou ao local e entrou por um corredor escuro. O agressor avançou em direção a eles de forma ameaçadora, gritando "Allahu akbar" (Deus é maior, em árabe). Os policiais não conseguiram pará-lo com uma pistola elétrica e por isso atiraram.

BALEADO

Brahim foi baleado na perna, no peito e no ombro, e levado para o hospital, onde foi operado, na manhã desta sexta, e não estava em condições de ser interrogado. Foram recolhidos 14 projéteis no local do confronto. O atentado em Nice foi o terceiro em menos de dois meses. No final de setembro, dois jornalistas foram esfaqueados em Paris e, há duas semanas, o professor Samuel Paty foi decapitado.

A BRASILEIRA

As autoridades ainda não decidiram pela liberação do corpo da brasileira Simone Barreto da Silva. Como ela deixou filhos (têm entre 4 e 14 anos) franceses e já tinha nacionalidade francesa, pode ser que seja enterrada lá. Além disso, deixou também uma irmã que morava com ela. 

Na cidade francesa, ela e a irmã eram organizadoras do festival Iemanjá, já tradicional na cultura da cidade e costumavam participar juntas dos eventos brasileiros na França. A irmã não falou com a reportagem. Ela e os filhos de Simone recebem atendimento do governo francês destinado para casos de familiares vítimas de atentado.