10 de julho de 2026
Internacional

Mais de 90 milhões de eleitores já votaram para presidente nos EUA

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Washigton - Os EUA atingiram neste sábado (31) a marca de 90 milhões de votos antecipados, de acordo com dados compilados pelo US Elections Project, iniciativa liderada por Michael McDonald, professor da Universidade da Flórida.

A data oficial da eleição presidencial dos Estados Unidos, entre Donald Trump e Joe Biden, é 3 de novembro, e a cifra de votos antecipados indica votação recorde.

Como no país o voto não é obrigatório, convencer as pessoas a sair de casa e participar das eleições é um dos desafios dos candidatos. Desafio aceito novo problema: será que os votos chegarão a tempo de serem computados? Os correios estão sobrecarregados.

A Suprema Corte, já decidiu que pelo menos na Pensilvânia e na Carolina do Norte serão aceitas cédulas por correio que cheguem dias depois da eleição - respectivamente, até dia 6 e 12 de novembro. E na reta final da campanha, Obama se une a Joe Biden pela primeira vez enquanto Trump se concentra na Pensilvânia. Candidato democrata terá pela 1ª vez no palanque a presença do ex-presidente; em comícios em Michigan neste sábado à noite (31), eles receberiam Stevie Wonder como convidado musical. Já Trump faria três comícios no estado em que venceu por pequena margem em 2016.

PESADELO DAS PESQUISAS

Um homem branco, morador do Meio-Oeste e que nunca chegou à universidade. Essa figura simples, que a princípio não assusta ninguém, povoou o pesadelo de todos que trabalham com pesquisas eleitorais nos Estados Unidos nos últimos quatro anos.

Foi um erro na amostragem desse grupo que levou sondagens a indicar que a favorita à Casa Branca em 2016 era a democrata Hillary Clinton --e não Donald Trump, que acabou eleito naquele 8 de novembro.

Ao resultado seguiu-se uma onda de críticas aos levantamentos, com o novo presidente acusando os institutos e a imprensa de promoverem fake news para beneficiarem os democratas. Por isso, muitos questionam se é possível confiar nas pesquisas atuais, que mostram Joe Biden à frente do republicano.

Para Lee Miringoff, diretor do Instituto para Opinião Pública do Marist College, a resposta é positiva.

"A narrativa mostrada pelos levantamentos, com vantagem para Biden, está correta. Mas a margem dele não é invencível. A situação é semelhante à de 2016, Trump pode vencer", diz ele.

A confiança nas pesquisas quatro anos depois se deve a correções que o setor diz ter feito para evitar os equívocos de 2016. A avaliação unânime é a de que o maior problema foi subestimar a importância do grupo formado por pessoas brancas que não foram para a universidade. Foi a conclusão de um estudo feito pela AAPOR (Associação Americana dos Pesquisadores em Opinião Pública).