Londres - Um dia após o governo do Reino Unido decretar um novo lockdown para conter o avanço acelerado da segunda onda de Covid-19, a farmacêutica AstraZeneca informou que a Agência Regulatória de Produtos de Saúde e Medicamentos (MHRA, sigla original) do Reino Unido iniciou uma revisão acelerada da vacina. A imunização contra a Covid-19 está sendo desenvolvida pela empresa em parceria com a Universidade de Oxford. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
"Confirmamos a revisão em andamento da MHRA de nossa potencial vacina contra a Covid-19", disse um porta-voz da AstraZeneca. O objetivo é acelerar as avaliações de remédios ou vacinas promissores durante uma emergência de saúde pública.
A vacina de Oxford/AstraZeneca é uma das que estão com os testes mais avançados. Ela está na fase 3 dos ensaios clínicos, assim como a da chinesa Sinovac, a da Pfizer e da BioNTech.
É somente ao final da fase 3 que se consegue atestar a eficácia de uma vacina.
LOCKDOWN
O Reino Unido vai entrar em um novo confinamento para conter o repique de infecções do novo coronavírus. Segundo o primeiro-ministro, Boris Johnson, em entrevista coletiva, a medida vai durar cercar de um mês e vai começar a partir da meia noite desta quinta-feira (5) e seguirá até do dia 2 de dezembro.
Os ingleses só poderão sair por motivos de trabalho, compras, escola, medicamentos e comida. Pubs e restaurantes só poderão só fazer entregas. As universidades e escolas continuarão abertas. No fim de semana o país superou a marca de 1 milhão de casos registrados desde o início da pandemia.
PORTUGAL
O governo português quer oficializar os dispositivos legais que permitirão aplicar medidas para frear a segunda onda de Covid-19. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2) pelo primeiro-ministro português, António Costa. O Executivo decretou, a partir desta quarta-feira (4), um lockdown "parcial" de 15 dias. O premiê fez o anúncio após uma reunião com o presidente português, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que tem o poder de declarar o estado de emergência após consultar o Parlamento. O Executivo deseja assegurar que, do ponto de vista jurídico, terá carta branca para limitar a liberdade de circulação de pessoas, estabelecer controles de temperatura ou convocar trabalhadores reformados (aposentados) para um trabalho extra.