10 de julho de 2026
Geral

Casal com sintomas de Covid-19 reclama de falta de remédios

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Insegurança, dúvidas e confusão de informações foram os "sintomas" sentidos por um casal com suspeita de Covid-19. Eles procuraram por ajuda em unidades de saúde em Bauru e precisaram custear do bolso os medicamentos que não encontraram na farmácia municipal. O vigilante Paulo Pereira Ramos, 49 anos, conta que ele e a esposa Ana Paula da Silva Pereira procuraram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Geisel, depois a Unidade Básica de Saúde (UBS) do mesmo bairro e, por fim, a Unidade de Assistência Farmacêutica (UAF) da região, na semana passada. O que encontraram foi uma sucessão de problemas e desinformações.

Paulo narra que precisou fazer um teste sorológico em laboratório particular, pagando R$ 170,00, para tirar a dúvida se estava ou não com Covid. Um teste RT-PCR ("cotonete"), que identifica o vírus na fase ativa, foi feito em sua esposa, na UBS, mas, para ele, o procedimento foi negado. "Me disseram que havia uma margem de diferença grande, entre o início dos meus sintomas e da minha esposa. E, por isso, não adiantava fazer", comenta.

O casal recebeu receita para comprar medicação no último dia 28. Paulo encontrou na UAF apenas o antibiótico azitromicina, que ficou um tempo em falta e foi reposto no último dia 27. Entretanto, segundo ele, na época que precisou, não havia ivermectina, prednisona, vitamina D1000UI e nem acetilcisteína. Ele pagou em uma farmácia privada R$ 187,50. "Eu tive esse dinheiro, mas e quem não tem? Difícil!", questiona o munícipe.

Ele revela ainda a falta de informação que percebeu nas unidades de saúde. "Em cada lugar, os funcionários falam uma língua. Um questiona o procedimento que o outro deveria ter feito e não fez. Um não quis me fazer o teste PCR, enquanto, em outro, um servidor afirma que deveriam ter feito. A gente se sente perdido, ainda mais com a possibilidade de termos a doença", disse o vigilante. Nesta quarta (4), veio o alívio. O teste da esposa deu negativo. Já o que ele fez via particular deu reagente positivo, ou seja, em determinado momento, Paulo contraiu o coronavírus. 

PROTOCOLO

Sobre a não realização do teste no vigilante, a Secretaria de Saúde informou que, para a coleta de exames de Covid-19, é necessário que o paciente atenda aos protocolos. O RT-PCR pode ser coletado entre o 3.º e 7.º dia a partir do início dos sintomas em pacientes que apresentem dois ou mais sintomas. No caso de Paulo, no 5.º dia, segundo ele, foi recusado na UBS do Geisel.