Brasília - Aprovação do projeto de lei que concede autonomia ao Banco Central (BC) é essencial para a modernização do Estado, disse nesta quarta (4) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em cerimônia no Palácio do Planalto, ele agradeceu ao Senado Federal pela aprovação do texto e disse contar com o apoio da Câmara dos Deputados daqui para a frente.
"Contamos com o apoio da Câmara, que também deve aprovar [a autonomia do BC]", declarou o ministro durante solenidade que celebrou a abertura de mais de 100 milhões de contas poupança sociais digitais pela Caixa Econômica Federal desde o início da pandemia de Covid-19.
MILHÕES DE CONTAS
Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o banco abriu cerca de 105 milhões de contas poupança sociais digitais. Inicialmente criada para o pagamento do auxílio emergencial e do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a modalidade tornou-se permanente após o Congresso aprovar uma lei e agora pode ser ampliada para o pagamento de outros créditos e benefícios sociais, inclusive de estados e de municípios.
Em seu discurso, Guimarães informou que o governo pretende usar a experiência das contas poupança sociais para desenvolver o banco digital, que dispensa agências físicas e permite a execução de todas as operações por meio de dispositivos móveis. O presidente da Caixa ressaltou que, em 2020, foram pagos R$ 340 bilhões em benefícios por meio desse tipo de conta.
A maior parte desse total, R$ 242,6 bilhões, foi paga em auxílio emergencial para 67,8 milhões de brasileiros. Segundo Guimarães, o principal legado das contas poupança sociais foi a inclusão da população "invisível" - trabalhadores informais de baixa renda, mas sem acesso a programas sociais - no sistema bancário. "Sete de cada 10 adultos [brasileiros] se cadastraram para receber o auxílio emergencial", ressaltou.
O ministro Paulo Guedes elogiou o trabalho do banco público durante a pandemia do novo coronavírus.