10 de julho de 2026
Geral

Após quase oito meses, Projeto CoronaVida encerra atividades

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Criado em março de 2020, o Projeto CoronaVida doou mais de 8 mil cestas básicas, 140 mil máscaras e 40 mil aventais para diversas instituições de Bauru, além de outras 18 cidades da região. Após quase oito meses em pleno funcionamento e com a sensação de missão cumprida, o idealizador da iniciativa, o promotor de Justiça da Saúde Pública local, Enilson Komono, decidiu encerrar as atividades do grupo, mas garante que, se houver demanda, elas serão retomadas.

Ainda de acordo com ele, os voluntários perceberam que já cumpriram a sua proposta: ajudar as famílias em situação de vulnerabilidade social, intensificada pela pandemia do novo coronavírus, mas de maneira pontual, não assistencial.

Além disso, segundo Komono, os pedidos de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, aventais, luvas e protetores faciais, caíram 90%. 

Porém, como ainda há matéria-prima, as costureiras não terminaram o seu trabalho. A ideia é encerrar o estoque e distribuir uma parte dos produtos dentro dos próximos dois meses. "O restante ficará guardado para uma eventual segunda onda da doença", acrescenta.

Quanto às cestas básicas, o promotor revela que 300 pessoas físicas e outras 30 empresas contribuíram ao longo destes oito meses. "Nós ainda temos algumas doações, que serão encaminhadas às famílias com maior necessidade", observa.

De lá para cá, o CoronaVida já distribuiu EPIs em instituições como Lauro de Souza Lima, Adolfo Lutz (Bauru e Rio Claro), Samu, Corpo de Bombeiros, hospitais Estadual e de Base, Maternidade Santa Isabel, abrigos para idosos, toda a rede municipal de saúde de Bauru, Fundação Casa de Lins etc.

O idealizador do projeto se surpreendeu, positivamente, com o poder de união das pessoas. "Eu aprendi que nós subestimamos a capacidade da sociedade civil organizada. Tem muita gente de bem querendo ajudar, basta encontrar uma liderança", reforça.

APOIO

Em um primeiro momento, o CoronaVida contou com o apoio das secretarias municipais do Bem-Estar Social (Sebes) e da Saúde. As pastas forneceram as listas das famílias assistidas pelas mesmas.

Ainda nesta fase inicial, o projeto também recebeu a ajuda do Fundo Social de Solidariedade, que cedeu um espaço para armazenar os mantimentos arrecadados. Agora, os alimentos estão na pista de skate da ONG Wise Madness.