10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Quem morre são as pessoas, não suas ideias!

Cesar Augusto Teixeira de Carvalho - Prof. Dr. aposentado do Dep. de Engenharia Civil - Faculdade de Engenharia da Unesp - Bauru
| Tempo de leitura: 2 min

Em "Reconstrução do muro", publicado no JC em 25/10/20, foram feitas críticas ao meu texto "Adeus, Lênin!" (18/10/20), sem nenhum fundamento e do tipo: "... acordem para o fato que Lenin morreu ..., há mais de 90 anos!", ou seja, baseadas em: "tudo o que é passado, parece não servir pra nada". Entretanto: Jesus Cristo morreu há quase 2.000 anos, e suas ideias ainda são referenciadas por grande parte da população; Isaac Newton morreu há 300 anos, e deixou um legado científico usado até hoje; Karl Marx morreu faz cerca de 140 anos, e sua "luta de classes" ainda faz parte do cardápio da esquerda; a queda do muro de Berlim ocorreu há 30 anos, e suas lições jamais serão esquecidas. Lembrar dos fatos antigos servem justamente para que se possa repetir o que funcionou, e, se possível melhorar o que não funcionou. Infelizmente, por mais que a história seja divulgada, algo de ruim sempre se repete, como vemos acontecer hoje na Venezuela, onde muita gente sofre faz tempo. Além disso, alguém divulgou recentemente (12/07/20) no JC que a "luta de classes" está mais viva do que nunca, e tal fato teve um silêncio cúmplice de quem acha, "agora", que ideias antigas não servem pra nada.

No meu texto "Adeus, Lênin!", destaquei a grande mentira que pode estar por trás do socialismo. Como já ocorreu na China, antes de fato socialista e contra o capitalismo, em 1978, passou a adotar um "Capitalismo de Estado" formado pelo governo e um grupo de empresas, com os lucros rateados entre as partes, deixando o restante do povo a sua própria sorte. Fato semelhante também se iniciou aqui no Brasil no governo do PT, onde este partido se uniu a algumas empresas para negócios de interesse comum. Neste caso do PT, ficou evidente que a tomada do poder começou na democracia onde políticos com discursos sedutores para o povo, acabaram se elegendo para o governo. Com a consolidação do esquema, a tendência seria acabar com a democracia (poder do povo), depois viria a perda de outras vantagens que o sistema oferecia (liberdades individuais e para empreender), até se atingir o estágio que hoje está a China: governo rico e com controle total, e o povo a reboque sem poder fazer nada. E isto não é delírio: pra confirmar estas intenções é só assistir um vídeo do petista Jaques Wagner, falando sobre este assunto.