05 de junho de 2026
Esportes

Vôlei Iacanga afirma ter sido lesado na Superliga C

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

O diretor e técnico do Vôlei Iacanga, Max Pereira, afirmou, em entrevista coletiva, concedida na tarde de quinta-feira (5), que a equipe foi lesada pela Federação Paulista de Volleyball (FPV) e, por isso, competiu na Superliga C, terceira divisão do Nacional, com cinco jogadores a menos. O torneio foi realizado entre os dias 28 de outubro e 3 de novembro, em Araçatuba (SP). O time foi eliminado nas semifinais, pelo Vôlei Futuro.

Segundo Max, a documentação dos jogadores foi a tempo à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que organiza a Superliga C. Por esse motivo, cinco atletas não puderam competir. "Entre eles, estavam nossos três levantadores. Tivemos que disputar sem ninguém em quadra exercendo essa função", reclama.

Para participar, o nome do jogadores deveriam estar na nota oficial publicada pela CBV, em até um dia útil antes do início da competição. "Falei com o presidente da FPV e ele me disse que estava tudo certo. Só que ele confundiu o prazo. Achou que os nomes poderiam ser enviados em até um dia útil anterior ao primeiro jogo da equipe", explica o treinador. O campeonato começou em uma quarta-feira, mas a primeira partida do Vôlei Iacanga ocorreu em uma sexta-feira.

Na entrevista coletiva, Max ainda disse que não a Federação Paulista teria justificado que o problema no repasse dos documentos ocorreu por conta do baixo número de funcionários trabalhando, devido à pandemia do coronavírus.

CONSEQUÊNCIA

Porém, o treinador reitera que a equipe tinha grandes chances de vencer a competição, mas não conseguiu o acesso por não ter o número de atletas suficientes. "Todos sabiam que nós éramos uma das equipes mais fortes, com maiores chances de conseguir conquistar acesso. Só que amputaram a chance do que poderíamos viver em 2021. Agora, teremos de convencer os patrocinadores e atletas de uma nova chance de classificação para a Superliga B", lamenta.

Sobre a intenção de entrar com uma ação jurídica contra a FPV, Max pondera que isso deve ser decidido pela Prefeitura de Iacanga.

ANO QUE VEM

Apesar desta situação, Max pontua que os trabalhos continuarão, tendo em vista as competições do ano que vem. "Se for nosso direito solicitar essa vaga judicialmente, vamos buscar. Só que acredito que a equipe precise passar por essas fases para amadurecer, dar bagagem aos atletas. Isso só somaria para o crescimento do projeto. Temos de disputar o máximo de competições dentro das condições da equipe", complementa.

A expectativa é que, para o ano que vem, a equipe dispute a Superliga C novamente, além de outros torneios regionais.