O atacante Gabriel Jesus afirmou, nesta quarta-feira (11), que mesmo sem poder contar com Neymar a Seleção Brasileira terá condições de apresentar um bom desempenho na partida desta sexta-feira (13) contra a Venezuela, no estádio do Morumbi, em São Paulo, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. Na opinião do jogador do Manchester City, a equipe do técnico Tite já conseguiu provar que consegue se virar quando está sem o principal astro.
Neymar não estará em campo no Morumbi para se recuperar de lesão na coxa esquerda. A expectativa é pelo retorno dele na terça-feira (17), em Montevidéu, diante do Uruguai. Enquanto Tite pensa em opções de substitutos, Gabriel Jesus afirmou que a equipe tem opções para compensar essa ausência, como já fez em outras ocasiões.
"Com o Neymar a gente fica mais perto da vitória, mas a Seleção já demonstrou que pode jogar sem ele. Neymar faz gols, dá assistência e joga muito bem. Sabemos a qualidade. Já que ele não pode jogar essa partida por lesão, os outros têm de chamar a responsabilidade. Não pode cair a responsabilidade só em cima dele", disse Gabriel Jesus.
O jogador do Paris Saint-Germain é um dos artilheiros das Eliminatórias, com três gols marcados. "Na Seleção Brasileira são jogadores que fazem a diferença dentro de campo. Temos quem possa dar conta do recado", completou.
No ano passado, a Seleção Brasileira jogou sem Neymar e conquistou a Copa América. Naquele torneio, Gabriel Jesus atuou como titular e tem chance de receber essa oportunidade novamente nesta sexta-feira. Para isso, o atacante do Manchester City se coloca à disposição para atuar tanto pela ponta como centralizado.
A volta ao cotidiano da Seleção Brasileira faz Gabriel Jesus rever colegas que só costuma encontrar justamente quando o elenco está reunido. Como a CBF criou uma espécie de bolha na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), para evitar o contágio dos atletas pelo novo coronavírus, o atacante afirmou que gostaria de passar mais tempo com os demais jogadores em espaços de convivência.
"O clima de alegria aqui é diferente. Todos sentem falta. A 'resenha' agora não é a mesma. A gente tenta na hora do almoço conversar um pouco mais. Não vejo a hora desse 'temporal' passar e tudo voltar ao normal".