Lima - O presidente interino do Peru, Manuel Merino, pediu calma nesta quinta-feira (12) em meio a uma escalada de protestos em todo o país desde a destituição abrupta de Martín Vizcarra da Presidência, na segunda-feira.
Merino, que empossou um novo gabinete acusou "candidatos presidenciais" das próximas eleições de incitarem protestos que irromperam em Lima e em outras cidades e exortou os peruanos a preservarem a paz.
"Entendemos a situação difícil que o país está atravessando, e acredito que nas próximas horas conseguiremos dar paz de espírito a todos os peruanos", disse Merino em entrevista a uma rádio.
Merino tomou posse na terça-feira depois que o Congresso votou pelo impeachment de Vizcarra devido a alegações de suborno. O abalo político chega no momento em que o Peru, já afetado pela pandemia de coronavírus, ruma para sua pior retração econômica em um século.
Centenas de pessoas têm se reunido nas ruas durante dias para protestar.
A organização de direitos humanos Anistia Internacional emitiu um comunicado acusando a Polícia Nacional do Peru de usar força excessiva contra manifestantes e jornalistas.
Na quarta-feira, a Organização dos Estados Americanos (OEA) também expressou preocupação com a "nova crise política no Peru".