11 de julho de 2026
Nacional

Mourão reforça que militares não devem se envolver em política

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira (13) que a "política não pode estar dentro do quartel". Mourão concordou com a visão do comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, que disse na quinta-feira (12) que as Forças Armadas não têm interesse em se envolver com a atividade política partidária.

"Política não pode estar dentro do quartel. Se entra política pela porta da frente, a disciplina e a hierarquia saem pela dos fundos. O comandante do Exército coloca claramente o que é a nossa posição", destacou Mourão ao falar com jornalistas na portaria da vice-Presidência no Palácio do Planalto nesta tarde. Segundo ele, as Forças Armadas sofreram, antes de 1964, com uma politização "que só serviu para causar divisão".

FALA ANTERIOR

Na quinta, em participação online em evento do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa, o comandante Pujol afirmou que nos últimos dois anos o Ministério da Defesa e as Forças Armadas se preocupam exclusivamente com "assuntos militares". "Não queremos fazer parte da política governamental ou do Congresso Nacional e muito menos queremos que a política entre em nossos quartéis", disse Pujol.

Nesta sexta, ao comentar a fala do comandante, Mourão lembrou que "os próprios regulamentos dizem que ao militar é vedado participar de eventos políticos partidários". Ele justificou dizendo que "a política tem paixões" que podem levar a debates que causem divisões. As restrições do envolvimento com a política valem, em especial na visão de Mourão, para militares da ativa.

"O problema é o seguinte, nós que somos da reserva é uma outra situação. Os militares da ativa, esses realmente não podem tá participando disso", argumentou ao responder sobre a capacidade do cidadão de dissociar as Forças Armadas do governo, uma vez que militares ocupam cargos de ministros e de segundo escalão.

BIDEN

Mourão ainda se pronunciou sobre as eleições norte-americanas:  "Julgo que a vitória (de Biden) está irreversível". Mesmo assim o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ainda não parabenizou Joe Biden.  Pelo sétimo dia seguido, ignorou nesta sexta-feira (13) a vitória do democrata Joe Biden nos Estados Unidos.

O brasileiro se alinha a poucos líderes de nações que não parabenizaram o eleito. 

Desde sábado, Biden já recebeu o cumprimento da grande maioria dos líderes mundiais, entre os quais aliados de Trump, como os premiês de Reino Unido (Boris Johnson) e Israel (Benjamin Netanyahu).