10 de julho de 2026
Política

Como cabo eleitoral, Jair Bolsonaro consegue eleger só 13 de 59 prefeitos

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - Em seu primeiro teste como cabo eleitoral na cadeira de presidente da República, Jair Bolsolnaro teve um resultado bem abaixo das expectativas. Dos 59 nomes que defendeu pessoalmente em suas "lives eleitorais gratuitas", apenas 13 se elegeram, dois prefeitos de cidades interioranas: Mão Santa (DEM), em Parnaíba (PI), e Gustavo Nunes (PSL), em Ipatinga (MG).

Os principais nomes bancados abertamente por Bolsonaro foram Celso Russomanno (Republicanos), em São Paulo, Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio, e Bruno Engler (PRTB), em Belo Horizonte. Desses, só Crivella conseguiu ir para o segundo turno.

Dos outros candidatos a prefeito apoiados pelo presidente, Capitão Wagner (Pros) também enfrentará um difícil segundo turno em Fortaleza. O resto foi derrotado, entre eles Ivan Sartori (PSD), em Santos, um dos primeiros a receber o aval de Bolsonaro, e Oscar Rodriges (MDB), em Sobral (CE), que perdeu para o irmão de Ciro e Cid Gomes, Ivo Gomes (PDT).

FILHO

Bolsonaro também empenhou seu prestígio na campanha suplementar para o Senado em Mato Grosso, mas sua candidata, Coronel Fernanda (Patriota), perdeu para Carlos Fávaro (PSD).

Entre os 11 vereadores apoiados por Bolsonaro que conseguiram sucesso nas urnas está o filho Carlos Bolsonaro (Republicanos), que foi reeleito, mas perdeu cerca de 35 mil votos em relação a 2016. Entre os que fracassaram está Wal do Açaí, sua ex-funcionária fantasma, que teve só 266 votos em Angra dos Reis (RJ).

PRIMEIRO TURNO

Sete nomes foram reeleitos em primeiro turno neste domingo, em capitais brasileiras. Nenhum deles apoiado por Bolsonaro.

Belo Horizonte (MG): Alexandre Kalil (PSD). Campo Grande (MS): Marquinhos Trad (PSD). Curitiba (PR): Rafael Greca (DEM). Florianópolis (SC): Gean Loureiro (DEM). Natal (RN): Álvaro Dias (PSDB) .Palmas (TO): Cinthia Ribeiro (PSDB.

Em Salvador foi eleito já no primeiro turno, Bruno Reis, do DEM.