11 de julho de 2026
Nacional

País possui acordo bilateral para ter 256 milhões de doses de, ao menos, duas vacinas

Estadão Conteúdo
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Brasília - O Brasil possui dois acordos bilaterais em andamento para acessar futuras vacinas contra o novo coronavírus. O compromisso de compra e transferência da CoronaVac, vacina chinesa, foi firmado pelo Governo de São Paulo, com o Instituto Butantan. O Governo Federal firmou contrato com vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, Reino Unido, em parceria com A Fiocruz e Biomanguinhos. Além disso, o País integra a Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a distribuição de imunizantes licenciados.

O contrato também formaliza a transferência de tecnologia para produção da vacina pelo Butantan. 

O segundo acordo bilateral foi firmado entre o Governo Federal, por meio da Fiocruz, e a farmacêutica britânica AstraZeneca para produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. O contrato entre Fiocruz e Astrazeneca é de US$ 250 milhões e está limitado inicialmente a 100,4 milhões de doses, totalmente destinadas a entregas ao Ministério da Saúde e ao SUS. Ao fim do acordo, a Fiocruz terá a capacidade de produzir mais 110 milhões de doses ao longo do segundo semestre de 2021.

O contrato prevê a transferência de tecnologia da vacina de Oxford, com início da produção em janeiro do ano que vem. O Brasil terá acesso à tecnologia e autonomia para continuar produzindo o imunizante. O acordo prevê que não haverá margem de lucro na aquisição dos produtos necessários para a produção da vacina até 1º de julho de 2021.

A estimativa é que a vacinação comece em março. "Não vai haver uma aplicação em massa da vacina", explicou Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. "Terá de haver algum critério de priorização, mas isso ainda não foi definido. Ao preço de US$ 3,16 a dose, ela é considerada uma das mais baratas quando comparada às demais negociações que seguem em curso no mundo". Segundo ela, "no 2º semestre, já com a produção inteiramente nacional, serão mais 110 milhões de doses".

RUSSA

O laboratório responsável pelo desenvolvimento da Sputinik V não submeteu à Anvisa, até o momento, o pedido para o registro da vacina. Essa ação é necessária para que qualquer empresa ou ente público possa comercializar um medicamento no Brasil.