Londres - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta segunda-feira (23), em entrevista coletiva que não haverá vacinação compulsória no país contra a Covid-19. "Não é assim que as coisas funcionam aqui", disse. Ele reforçou a importância de buscar com que todos sejam imunizados e comentou que foram compradas 100 milhões de doses da vacina da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. No total, o país terá mais de 300 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, incluindo as da Pfizer em conjunto com a BioNTech.
"Fantásticas notícias, mas ainda levará meses para a vacinação necessária. Os próximos meses serão duros", disse Johnson em referência ao inverno, e citando as medidas de restrição aplicadas regionalmente, previstas para durarem até março.
Já a Espanha vai começar um programa abrangente de vacinação contra o novo coronavírus em janeiro e espera cobrir parte substancial da população em seis meses, disse o primeiro-ministro Pedro Sánchez. Ele afirmou que a Espanha e a Alemanha são os primeiros países da União Europeia a ter um plano de vacinação completo.
"A campanha começará em janeiro e terá 13 mil pontos de vacinação", disse Sánchez em entrevista coletiva após encontro com líderes do G20. E nesta segunda-feira ele presidiu uma reunião com líderes da saúde no País para acertar a estratégia de vacinação.
"Uma parte muito significativa da população poderá ser vacinada, com todas as garantias, no primeiro semestre do ano."
A Espanha vai implementar uma estratégia única para todo o país, começando com "grupos prioritários", disse Sanchez, acrescentando que apresentará o plano completo ao seu gabinete nesta terça-feira (24).
Ele acrescentou que mais profissionais de saúde serão recrutados.
A Espanha tem o segunda maior número de infecções confirmadas do novo coronavírus na Europa Ocidental, depois da França, com cerca de 1,5 milhão de casos e 46.619 mortes.
ALEMANHA
A vacina contra a Covid-19 é o tema que tem despertado interesse no mundo todo. A Alemanha, no entanto, pode sair na frente na corrida pela imunização da sua população. Citada pelo presidente espanhol (mas ainda sem anúncio oficial de Angela Merkel), o país está pronto para começar a imunização, em parceria com a Pfizer, ainda no mês que vem.