09 de julho de 2026
Nacional

Vacina contra Covid: AstraZeneca admite que irá fazer novos testes


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Nova York - O diretor-executivo do laboratório britânico AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou nesta quinta-feira (26) que será necessário ampliar o estudo da vacina contra a Covid-19, depois dos questionamentos levantados sobre o grau de proteção que pode oferecer contra o novo coronavírus. O laboratório admitiu na véspera que a dosagem que apresentou a maior eficácia (de 90%) foi ministrada por erro.

Na noite da mesma quarta-feira (25) o executivo Menelas Pangalos, vice-presidente da AstraZeneca, reconheceu ter havido um erro de dosagem na vacina que desenvolve em parceria com a Universidade de Oxford.

PESQUISA

O diretor da AstraZeneca disse que "nunca se pretendeu testar um regime de uma dose e meia da vacina. O grupo que apresentou o melhor porcentual de eficácia era bem menor do que o outro e não teve a participação de idosos, o que poderia distorcer os resultados".

"Agora que encontramos o que parece ser uma maior eficácia, temos de validar essa descoberta" afirmou Pascal Soriot em entrevista à Bloomberg. "Por isso necessitamos de um estudo adicional.

Em entrevista ao New York Times, o executivo da AstraZeneca responsável por grande parte da pesquisa e desenvolvimento do laboratório, Menelas Pangalos, afirmou que a empresa está preparando uma nova análise clínica global, comparando os dois regimes (de uma dose e meia, e de duas doses). O número de participantes não foi definido ainda, mas será na casa dos milhares.

CRÍTICAS

A empresa enfrenta, contudo, fortes críticas da comunidade científica devido à ausência de transparência. "Não vou fingir que não é um resultado interessante, porque é - mas definitivamente não o entendo e acho que nenhum de nós entende", disse Pangalos. "Foi surpreendente para nós."

CONTESTAÇÃO

A AstraZeneca disse na segunda-feira que a vacina que está desenvolvendo em conjunto com a Universidade de Oxford foi até 90% eficaz na prevenção de Covid-19 quando os voluntários receberam meia dose e, depois de um mês, uma dose inteira da vacina. Contudo, a eficácia caiu para 62% quando duas doses completas foram administradas.

Essa é uma das vacinas que o Ministério da Saúde brasileiro demonstrou intenção de comprar.

O governo brasileiro, por meio da Fiocruz, assinou um acordo com a AstraZeneca para a compra de 100 milhões de doses da chamada vacina de Oxford.