Sebastião Melo (MDB), 62 anos, foi escolhido pelos porto-alegrenses para governar a capital gaúcha na próxima gestão. Ele obteve 54,63% dos votos válidos, contra 45,37% de Manuela D'Ávila (PCdoB), que tentava ser a primeira mulher eleita como prefeita em Porto Alegre. Melo foi recepcionado pela militância no Ritter Hotel, no centro de Porto Alegre, onde concedeu entrevista à imprensa. Ele estava acompanhado pelo vice-prefeito eleito, Ricardo Gomes (DEM).
O prefeito eleito disse que sua campanha foi do tostão contra o milhão e que faltou dinheiro para bandeiras. Ele agradeceu ao ministro da Cidadania do governo Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM), que é do Rio Grande do Sul. A candidata derrota, Manuela, agradeceu em uma rede social o apoio de seus eleitores e desejou sorte ao prefeito eleito. "Enfrentamos muita baixaria e notícias falsas. Mas a democracia é soberana. Desejo sorte ao Sebastião Melo e seguiremos na luta, ao lado de quem quer uma cidade mais justa", escreveu.
Durante a campanha, Melo afirmou que sua adversária defendia um projeto estatizante. São projetos completamente diferentes. Não no aspecto de diálogo e respeito à democracia, mas são diferentes." Ele defendeu um programa econômico liberal, com redução de impostos como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e redução de burocracia para abertura de negócios.
O prefeito eleito também incluiu no seu programa de governo a defesa das escolas cívico-militares em Porto Alegre. Sobre a pandemia do novo coronavírus, Melo se manifestou em defesa da reabertura total dos segmentos econômicos e contra a vacinação obrigatória. Ele já foi vice-prefeito de Porto Alegre de 2013 a 2016, na gestão de José Fortunati (à época no PDT, hoje no PTB), que também concorria na eleição deste ano. Fortunati desistiu pouco antes do primeiro turno, depois de a Justiça Eleitoral indeferir a candidatura de seu vice a pedido de um candidato a vereador da coligação de Melo.
O prefeito eleito é advogado, natural de Piracanjuba (GO) e deputado estadual desde 2019.