Variedades de plantas, sementes, organismos vivos, mentorias e estimulação dos cinco sentidos. Com estas atrações o Centro Municipal de Educação e Identificação de Plantas da Agricultura Urbana (Cemeia) completou, na última sexta-feira, um ano de atividades em Bauru, destinado para crianças e adultos que desejam se aventurar em tudo o que a terra é capaz de germinar e transformar.
Servidores das secretarias de Agricultura e Educação, membros das fundações parceiras, a Fundato e a Aelesab, mais o secretário de Agricultura Mário Wilson Pelizardo soltaram, em comemoração ao aniversário, 50 balões recheados de sementes de pés de mamão, maracujá, acerola e goiaba. Eles estouraram por cima de áreas verdes no Jardim Redentor.
Segundo o coordenador do Cemeia, o técnico agrícola Guto Camargo, o projeto faz parte do Programa Agricultura Urbana e aposta em trazer conhecimento para que as pessoas saibam de onde vem e como é cultivado o alimento que chega ao prato, além de auxiliar munícipes de como manter suas hortas. O Cemeia é voltado também para visitas monitoradas com crianças em fase escolar.
No entanto, neste período de pandemia, o Cemeia recebeu grupos de poucas pessoas. Mas ainda assim foram mais de 300 visitas. Além disso, segundo Guto Camargo, nestes 12 meses foram feitas 150 doações de mudas de citronela (inseticida natural) e mais de 200 saches de crotalária, a planta que atrai libélulas, predadoras de mosquito e larvas da dengue. No espaço ainda existe um jardim sensorial com 70 tipos de plantas, sementário e "hotel de insetos".
O HOTEL
Guto Camargo ressalta a importância dos insetos na agricultura. "A presença deles é extremamente benéfica e o principal motivo é a polinização, seguido pelo preparo do solo e o controle biológico natural. Nosso 'hotel de insetos' é uma ferramenta para atraí-los, com itens da natureza, e mantê-los ali. Algo simples, que qualquer agricultor pode fazer. Temos uma variedade de lagartas, borboletas, formigas, besouros, joaninhas e abelhas", detalha.
"XÔ, COVID"
Guto Camargo acrescenta que todos os envolvidos do projeto Cemeia esperam que a pandemia chegue logo ao fim para que o projeto continue avançando, em seu segundo ano. A Covid-19 foi o principal empecilho do Cemeia. "O término da pandemia vai trazer grandes grupos de alunos e cursos de formação continuada, com etapas teórica e prática, nas áreas agrícola e de educação", finaliza Guto.