07 de julho de 2026
Esportes

Líder


| Tempo de leitura: 2 min

Fernando Diniz merece celebrar a liderança do Campeonato Brasileiro. Um dos técnicos há mais tempo no cargo no País, nesta quinta-feira (3) ele comandou o São Paulo na vitória por 3 a 0 sobre o lanterna Goiás, em Goiânia, e viu o clube chegar aos 44 pontos na tabela, dois a mais que o vice-líder Atlético-MG, com um jogo a menos. O jogo era adiado da primeira rodada. Já o Goiás estacionou nos 16 pontos, na última colocação da tabela.

Diniz sempre viveu sob olhares de desconfiança da torcida e de parte da própria diretoria. Apoiado quase que exclusivamente pelo diretor Raí, o treinador colhe os frutos do seu trabalho, que várias vezes na temporada esteve a ponto de ser interrompido por uma demissão.

O técnico amadureceu nos últimos meses e criou casca. Se antes a equipe insistia em sair jogando dentro da sua área, mesmo quando sua defesa era pressionada, agora o time parece ter encontrado um ponto de equilíbrio entre o chutão e o toque de bola, necessário para qualquer time que tenha em mente a conquista de um título.

Durante a temporada, no momento de maior pressão (após a eliminação no Paulistão, com derrota para o Mirassol, no Morumbi), o técnico trocou a defesa e apostou em Brenner como principal atacante. Aos poucos, o time encorpou. Ganhou ainda mais força após vencer o então favorito a todos os títulos do ano, o Flamengo. No Maracanã, em dia de exibição de gala, o São Paulo fez 4 a 1 pelo Brasileirão e mostrou que poderia chegar à liderança.

Nesta quinta, a missão não era das mais difíceis. O lado psicológico era o que mais poderia pesar para os jogadores do time paulista. Muito bem entrosado e muito bem distribuído em campo, o time de Diniz começa a ganhar confiança para buscar a taça e encerrar o incômodo jejum de títulos do clube. A experiência dos mais rodados e a juventude dos garotos da base (os chamados "Made in Cotia") deu liga.

Mas nem isso os jogadores sentiram. Marcando o rival no campo de ataque, o São Paulo começou o jogo empurrando os goianos para a sua própria área. Aos poucos, os donos de casa começaram a errar. Aos 19, o primeiro gol do jogo saiu. Em boa recuperação no campo de ataque, Luciano tocou para Igor Gomes, que livre na entrada da área, teve tempo para dominar, ajeitar e chutar forte no canto direito do goleiro Tadeu.

No segundo tempo, o São Paulo ampliou logo aos três minutos, após linda triangulação entre Luciano, Gabriel Sara e finalização precisa de Brenner - foi o 18º gol do atacante em 31 jogos na temporada. O São Paulo não desacelerou. Perdeu alguns gols, mas chegou ao terceiro aos 37. Vitor Bueno entrou na área com a bola, tocou para Tchê Tchê, que rolou para Hernandes bater na saída de Tadeu.